quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Rosehips ou cinórrodos, excelente fonte de vitamina C para prevenir gripes e constipações.



As rosas têm bastante interesse fitoterapêutico, mas o que me interessa falar nesta época do ano é do que fica das rosas quando as pétalas desaparecem; fica o botão da rosa, que em francês tem o elegante nome de Eglantine e em inglês Rosehips.
Os botões das rosas são na realidade os seus frutos ou sementes, o mais utilizado é o proveniente da rosa canina ou rosa silvestre, este falso fruto tem o nome de cinórrodo e é nele que se concentra grande parte do interesse terapêutico devido alto teor de Vitamina C.



Em português dá-se pelo nome de rosa-brava, roseira-brava, silvão, rosa-macha ou rosa- de- cão, o seu nome científico é rosa-canina e pertence obviamente à grande família das Rosáceas.

História
Foram encontrados vestígios de cinórrodos em locais pré-históricos o que sugere que estes já seriam utilizados por estes povos.
As rosas foram desde a Antiguidade cultivadas pela sua beleza e fragrância, mas também pelo seu grande valor medicinal.

Nos anos 1800 na Grã-Bretanha as pétalas de rosas eram usadas como adstringente em preparados farmacêuticos e também para melhorar o sabor de alguns medicamentos.
Durante a segunda guerra mundial quando houve escassez de citrinos, recorreu-se aos frutos da roseira-brava como fonte de Vitamina C para prevenir os grandes surtos de escorbuto.

Na fitoterapia actual os frutos e a flor da da rosa-canina são utilizados em vários preparados para tratar gripes e infecções das vias respiratórias, problemas gastrointestinais, fortalece o sistema imunitário.
O botânico e médico Romano Plínio-o-velho enumerou 30 patologias que poderiam ser tratadas com remédios feitos a partir de rosas.

Mais tarde na Idade Média as rosas e os botões de rosa continuam a sua popularidade e as pétalas de roas eram utilizadas para tratar diarreias, tosse, tensão nervosa, depressão, dores nas articulações, entre outras coisas, muito associado também nessa época a superstições e bruxaria, usava-se nos amuletos para atrair amor.




Rica em vitamina C mas também A, B, E e K, contém ainda flavonóides, carotenóides açucares, taninos, ácidos orgânicos e pectina.
Os ácidos e a pectina são responsáveis pela sua acção laxativa e diurética, as pétalas contêm taninos que são ligeiramente adstringentes, fortalecendo os capilares e tendo uma acção venotónica.
É ainda útil no tratamento de várias síndromes de gripe e debilidade física, convalescença, doenças infecciosas, fragilidade capilar, situações de carência de vitamina C.


Vinagre de frutos de roseira-brava
Colocar 20 a 30 frutos inteiros ou ligeiramente esmagados num frasco com vinagre de sidra, fechar e deixar ao sol durante um mês, depois coar e guardar.
Usar para temperar saladas, também muito eficaz em gargarejos (uma colher de sopa em meio copo de água morna) para aliviar dores de garganta.


As pétalas de rosa usam-se na decoração de pratos, cristalizadas ou com chocolate,

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