sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Para ir planeando o seu jardim neste fim-de-semana, a revista chegou às bancas com uma série de novos e interessantes colaboradores.

Após uma pausa de 2 meses, já está à venda a revista Jardins, o primeiro número com a nova directora, Teresa Chambel, que acredito que será a lufada de ar fresco e a renovação que a revista precisava há muito tempo. Dou-lhe deste já os meus Parabéns e os meus votos de muito sucesso.

Neste número o meu (José Santos) artigo sobre Orquídeas é dedicado a quem recebeu Phalaenopsis no Natal e não sabe como cuidar delas. Será um artigo para principiantes mas interessante, assim o espero, para quem tenha já alguma experiência. (este texto é do José Santos)

Neste número pode encontrar novas secções e os habituais colaboradores. Assim, a Teresa Chambel escreve sobre a sua visita ao a um bosque encantado, no País Basco, a Joana Santiago dá a conhecer o Projecto Semear, o Bruno Aguiar escreve sobre o aproveitamento da água em Jardins, O Tiago Veloso sobre as flores nos jardins no Inverno, o João Franco, sobre as Goiaba e o Araçá-Vermelho, o Pedro Rau sobre o fósforo nas plantas, a Fernanda Botelho sobre a Mostarda e o J.P. Brigand sobre como Secar Dióspiros. Nas novas rubricas temos deliciosas receitas de culinária, conhecemos o jardim da leitora Manuela Carvalho, fala-se de Sebes, do segredo das sementes, do calendário lunar, de um arranjo floral de inverno, da Quinta Jardins do Lago e da Estufa Fria.
Quem gosta do programa "Querido Mudei a casa" poderá recordar uma transformação de um dos jardins do programa.
Tudo isto e muito mais, só numa revista!!
Boas leituras, boa jardinagem!!

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Uma planta com reminiscências de estrelas Stellaria media é o nome da MORUGEM, planta medicinal escolhida para esta semana


Morugem  Stellaria media família das Caryophyllaceas.

Num típico dia de inverno, chuvoso, cinzento e frio, a minha planta da semana só poderia ser uma típica planta desta época, uma delicadeza vegetal com sabor a estrelas não se chamasse ela Stellaria media.





 De aparência insignificante, e sabor delicado, esta é uma planta muito nutritiva, protetora e que alivia muitos males.
Muito eficaz, existe em quase todo lado, pode consumir-se interna ou externamente, em forma de tintura (extrato alcoólico), compressas, vinagres, sopas ou saladas.
Era já conhecida dos antigos gregos, tendo sido recomendada por Dioscórides para tratar problemas de inflamações da vista.

Na Idade Média era muito apreciada e vendida nas ruas de Londres como planta gourmet mas também para tratar crianças desnutridas.

O seu nome científico Stellaria media deve-se ao facto de as suas pequeninas flores brancas se assemelharem a estrelas. Estas flores eram utilizadas para fazer previsões meteorológicas pois em dias bonitos de inverno, estas abrem por volta das nove da manhã e só fecham à noite.
Cresce na beira dos caminhos, solos húmidos, pradarias, terrenos incultos, jardins, etc.




No aparelho digestivo, alivia flatulência, sendo uma planta de fácil digestão, regulando o intestino e podendo ser usada como laxativo ou contra a prisão de ventre, colite, acidez, gastrite ou síndrome do cólon irritável. Sobre o aparelho respiratório, tem uma ação calmante, suavizante e expectorante. Pode utilizar-se em casos de asma, tosse, laringite, bronquite.

 Reduz a febre e a sede.

No aparelho urinário atua como diurético, ajudando na eliminação das toxinas, e melhorando o funcionamento dos rins, limpando a pele, aliviando dores artríticas e problemas de obesidade.

Externamente utiliza-se no tratamento de inflamações da vista e da pele devido à sua ação refrescante e anti-inflamatória, muito útil em lavagens ou compressas, em casos de picadas de insetos, queimaduras solares ou outras, inchaços, furúnculos, eczema e dores reumáticas.


Esta é uma das minhas ervas “daninhas”comestíveis favoritas, de sabor delicado, é uma excelente fonte de vitaminas e sais minerais, incluindo ferro, fósforo, cálcio, magnésio, zinco, vitaminas A e C.etc.
Recurso silvestre altamente nutritivo, podendo usar-se em sopas, alternando com urtigas, labaças, acelgas, espinafres, etc. Em saladas ou pesto, em substituição do manjericão. (ver agenda 2013)
Vinagre de morugem para lavar o rosto ou usar na água do banho. Pode também usar este vinagre para temperar saladas.

Receita para melhorar a pele

2 chávenas de morugem frescas e 3 chávenas de vinagre, triturar com a varinha mágica, coar.
Este vinagre apresenta uma cor verde-lima que ao fim de alguns dias se transformará numa bonita cor dourada. Guardar no frigorífico e utilizar duas a três colheres diluídas em água morna para lavar o rosto, isto ajudará a restabelecer o PH da sua pele, sobretudo se viver em zonas onde a água for demasiado alcalina.

Precauções: doses excessivas podem causar diarreia e vómitos. Evitar durante a gravidez e aleitamento.





terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Para quem quiser vir descobrir o fantástico mundo das plantas medicinais, de norte a sul do país temos passeios e workshops para todos, em Sintra, no Fundão, em Serpa, em Monchique, etc


Querem provar as folhas tenrinhas do freixo e descobrir para que servem, querem sentir o sabor suculento dos umbigos de vénus que crescem nos muros entre musgos verdejantes, sim é verdade os umbigos de vénus crescem mesmo no meio dos musgos, querem ver se os sabugueiros já estão em flor ou se a erva de São Roberto é mesmo aquela que julgavam???então venham daí passar por Sintra e enriquecer a vossa cultura botânica.


As crianças, como podem ver são muito bemvindas. 














No dia 22 de fevereiro mas da parte da tarde farei outro passeio na quinta do Pisão, organizado pela Câmara de Cascais.http://www.cm-cascais.pt/evento/passeio-interpretativo-pela-quinta-do-pisao-0
 
No fim de semana do Carnaval, 14 e 15 de fevereiro estarei na Serra d´Aire e Candeeiros onde iremos passear e aprender  fazer pomadas e repelentes de mosquitos.http://www.casadoforal.com/atividades.html



 No dia 28 de fevereiro estarei no Museu do Oriente para um wworkshop sobre plantas que mudaram o curso da História.http://www.museudooriente.pt/2173/plantas-que-mudaram-o-curso-da-historia.htm#.VMgCD6OJlqA

Em março logo no dia 1 estarei na quinta dos sete nomes a dar um workshop muito prático sobre produção de aromáticas e medicinais.

No dia 7 de março estarei no Fundão num worksp sobre plantas medicinais com passeio e conversa sobre como tratar os seus animais de uma forma natural, ou seja com plantas que afastam pulgas, outras que desparasitam, outras que são cicatrizantes, etc.
14 de março Canteiro da Luz https://www.facebook.com/canteirodaluz
15 de março de manhã no jardim terapêutico em Serpa https://www.facebook.com/jardimterapeutico
15 de março ao fim do dia Vila do bispo a apresentar o livro "Remédios naturais para mulheres" da Sofia Loureiro e cujo prefácio tive a honra de fazer.

dia 21 de março passeio pela serra de Monchique com a associação http://anossaterra.org/transicao-monchique/reuniao-geral-de-monchique-em-transicao/

Dia 22 de março começarei a rumar para norte do Algarve e  estarei no Biovilla http://www.biovilla.org/biovilla/

Dia 28 de março na Feira do Príncipe Real terei uma banca com os meus livros e algumas plantas 
Dia 29 de março em Monsanto no encontro da Quercus onde a Alexandra Azevedo irá apresentar o seu livro sobre ervas silvestres comestíveis onde colaborei com algumas fotos de plantas. 

Dia 3 de abril haverá novo passeio de sexta-feira Santa por Sintra ou melhor Magoito.
Dia 4 de abril novo curso de produção de aromáticas e medicinais na quinta dos sete nomes.

Dia 12 de abril andarei por Setúbal

Entre 10 e 25 de abril estarei no Monte Mariposa a participar num curso de 15 dias sobre plantas medicinais.

Em maio também já tenho agenda cheia sim senhor.



domingo, 25 de janeiro de 2015

Monção com águas termais e plantas medicinais

Da minha viagem a Monção, à beira do rio Minho, observando a incrível adaptação das plantas rípiculas. Encontrei muito mentrasto, também conhecido por hortelã-brava ou Mentha suaveolens, talvez devido á suas folhas macias e cobertas de penugem esbranquiçada. O que mais me surpreendeu no entanto foi a Artemsisia vulgaris e também uma das minhas grandes favoritas: a tanchagem Plantago sp, que imediatamente elegi como planta da semana, cujo artigo aqui vos deixo.Tão adaptável e nada tola, pois vai aquecer as suas raizes nas águas termais, sobrevivendo no calorzinho liquido com cheiro a enxofre.Destas nascentes se diz terem poderes curativos para tratar doenças respiratórias. Eu por ali me sentei, pés de molho em água quente que brotava no meio dos seixos e ia deslizando até se encontrar com a frescura do rio.
Escutei o borbulhar da água que emergia das entranhas telúricas e me ia aquecendo a alma e os pés enquanto meditava sobre os rios que dividem países ou será que os unem em vez de os dividir?








Existem entre nós três variedades principais de tanchagens, sendo todas elas medicinais: tanchagem maior ou tanchagem terrestre (Plantago major), tanchagem média e tanchagem menor de folha mais estreita e pontiaguda do que as outras (Plantago lanceolata). É ainda conhecida por corrijó, erva-de-ovelha, calracho, tanchagem das boticas, psílio, e erva pulgueira devido a forma, cor e tamanho das sementes cuja casca se assemelha a pulgas.

Era já conhecida e muito utilizada na antiguidade. Alexandre, o Grande, designava-a Governante-dos-caminhos, devido à sua grande abundância nas beiras dos caminhos.

O médico e historiador grego Dioscórides atribuía-lhe várias propriedades. Os anglo-saxões utilizavam-na como panaceia para curar inúmeras doenças e era por eles considerada uma das nove plantas sagradas. Na Índia é cultivada em grande escala para recolha das sementes muito utilizadas no tratamento de problemas intestinais, incluindo desinteria.

É uma planta vivaz, da família das Plantagínáceas. Tem folhas espessas, estreitas ou arredondadas, com cinco nervuras bem salientes. É acaule, flores em espiga de cor branca ou malva, é inodora e de sabor ligeiramente amargo. É rasteira mas pode também chegar a atingir cerca de quarenta centímetros de altura.

Existe por toda a parte na Europa setentrional, Açores, Madeira, Norte de África e Ásia, sobretudo na Índia onde é cultivada. É propagada a partir de semente e requer muito Sol. Também cresce espontânea em lugares húmidos com muita vegetação na berma das estradas, terrenos baldios, hortas e jardins.



Muito rica em mucilagem (cerca de 30%). Ácidos gordos: ácido linoleico, oleico e palmítico. Taninos, glicócidos, alcalóides, ácido salicílico e potássio.


É antibiótico, anti-inflamatório, expectorante, fortificante dos vasos capilares, calmante, laxativo, diurético e adstringente. As folhas esmagadas podem ser aplicadas directamente sobre a pele para aliviar picadas de insectos e estancar hemorragias. Internamente pode ser utilizada em forma de chá para combater bronquite, catarro e outros problemas de pulmões e vias respiratórias tendo um forte efeito expectorante devido ao alto teor em mucilagem. O ácido silício ajuda a fortalecer os pulmões. 





O seu efeito adstringente é útil para tratar diarreia e cistite. O psílio é útil no tratamento de hemorróidas pois amolece as fezes e reduz a irritação das veias danificadas. Tem ainda uma acção simultaneamente laxativa e anti-diarreica, ajudando a equilibrar o funcionamento intestinal. O efeito calmante e protector das cascas e sementes beneficia todo o parelho gastro-intestinal podendo ser utilizado no tratamento de úlceras gástricas e duodenais e problemas digestivos de acidez. A mucilagem é útil no tratamento no síndroma do cólon irritável. Muito eficaz e suave no tratamento de problemas intestinais em crianças.

O líquido gelatinoso produzido quando o psílio é mergulhado em água tem a capacidade de absorver toxinas no intestino grosso.

A sílica e os taninos presentes na sua composição são muito úteis no tratamento de varizes aplicado em forma de compressas.


Compressas de folhas aplicada sobre as articulações alivia dores reumáticas e ajuda a desinflamar.

Muito útil para drenar furúnculos ou outras impurezas. Aplicar a folha directamente ou fazer um cataplasma mergulhando as sementes ou folhas numa infusão de calêndula.

Uma infusão de folhas pode ainda ser utilizada para lavar olhos inflamados ou em compressas ou tampões dentro dos ouvidos para aliviar a dor e combater a inflamação.

Pode ainda ser utilizada para tratamento de contusões e entorses.

Para aliviar a febre, aplicar folhas frescas sobre a testa.


sábado, 24 de janeiro de 2015

É um prazer passar um ano inteiro a ler e a conviver com plantas bonitas, úteis e boas - Life

 Bem sei que estou em falha com a minha planta da semana mas como a semana acaba amanhã, não perdem pela demora.Agora podem disfrutar desta rubrica que o MEC escreveu sobre as Minhas agendas e o meu blogue e de certa forma sobre mim, muy grata.Não estava mesmo à espera.

É um prazer passar um ano inteiro a ler e a conviver com plantas bonitas, úteis e boas - Life

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

As mil utilidades do milefólio. Esta é a planta da semana.




As mil utilidades do milefólio

Com o Inverno teoricamente já instalado, dizem que a chuva vem a caminho, é bom sabermos que plantas ter em casa para nos ajudar a combater os principais sintomas de constipações, gripes, febres, etc.

O Milefólio é uma planta muito útil e pouco divulgada entre nós.

O seu nome latim é Achillea milfolium, também conhecida por mil-em-rama, milfolhada, erva das cortadelas, erva dos militares, erva de S. João, milenrama em espanhol e yarrow em inglês.


 

História


O nome Achillea deve-se ao herói grego Aquiles que muito a utilizava para curar os ferimentos de guerra dos seus soldados.

Era também conhecida dos Celtas que a utilizavam nos seus rituais de colheitas.

Os antigos Chineses usavam os caules do milefólio nas consultas ao seu livro sagrado de oráculos “I Ching”.

Na Europa foi muito utilizada nas práticas de bruxaria e nas poções mágicas contra o mau-olhado, para atrair noivo, induzir a clarividência; acreditava-se que quem trouxesse consigo um amuleto de milefólio, viveria feliz com o seu parceiro durante sete anos e afastava todos os medos.

Características


É uma planta vivaz, aromática, que pode atingir um metro de altura, prefere solos arenosos e leves, cresce em relvados, bosques pouco densos, à beira de estradas e caminhos e também nos nossos jardins. Tem flores compostas brancas ou rosadas que florescem entre Fevereiro e Novembro. Os múltiplos recortes das suas folhas dão origem ao nome milefólio.





Composição


Óleos essenciais (cânfora, camazuleno, eugenol, mentol, quercetina, eucaliptol, linalol), taninos, cumarinas, ácido salicílico, triterpenos, poliacetilenos, alcalóides (tujona), flavonóides, resina, fósforo, potássio e matérias azotadas.

Propriedades


Aquiles estava certo em utilizá-la nas feridas dos soldados, pois veio a descobrir-se cientIficamente que esta planta continha substâncias como as lactonas sesquiterpenas que são amargas e tónicas e a aquilina que estimulam a coagulação arterial, enquanto o ácido salicílico tem propriedades anti-inflamatórias e anti-alérgicas e uma acção de alívio da dor. Os taninos e o eucaliptol são anti-sépticos. A componente tujona confere-lhe propriedades ligeiramente sedantes. É anti-espasmódico do aparelho digestivo e de outros músculos mais suaves, como o útero, ajudando a combater as dores menstruais, controlando hemorragias internas e equilibrando o fluxo menstrual. É diurético e anti-séptico urinário de acção suave. Faz baixar a febre e a tensão arterial, melhorando a circulação venosa e tonificando as varizes. Estimula a sudação. O ácido salicílico faz ainda com que seja utilizada no combate ao reumatismo. É um tónico amargo e auxiliar digestivo. Muito útil cultivá-la nos nossos quintais e tê-la sempre à mão como planta de primeiros socorros, para estancar o sangue do nariz ou de feridas. Nas escolas onde trabalho, faço questão de ter sempre um cantinho com milfólio e explicar às crianças como utilizá-la: colhem-se quatro ou cinco folhas, e uma flor ou não, lava-se e faz-se com elas uma pequena bola, que se pode aplicar directamente no nariz sem empurrar muito para dentro, ou sobre as feridas. Pode também, ferver-se a planta e fazer-se compressas com esta infusão. O chá feito com as folhas e as flores, é excelente para baixar a febre. Como chá de Inverno, para prevenir gripes e constipações, pode preparar-se uma mistura em proporções iguais de milfólio, flor de sabugueiro, e hortelã-pimenta; (tomar três chávenas por dia). O milfólio é um bom restaurador das membranas mucosas do nariz e dos pulmões. Tem no organismo uma acção lenta mas segura. O sabugueiro actua sobre a sinusite, desobstruindo os canais nasais e limpando as toxinas, enquanto a hortelã-pimenta age mais na zona da cabeça aliviando enxaquecas.


O milefólio aumenta a resistência das plantas vizinhas às doenças e é um bom companheiro para as plantas aromáticas, aumentando a sua produção de óleos essenciais e a sua vitalidade, melhora também a resistência aos insectos de plantas vizinhas, devido ao seu aroma acre e pungente. O chá de milfólio é bom para o gado bovino e caprino depois dos partos.

Cresce por todo o lado e resiste mesmo ao pisoteio.

É muito utilizado na agricultura biodinâmica como acelerador da compostagem.

No meu jardim cresce um pouco por toda a parte, salpicando-o de delicadas flores brancas durante quase todo o ano.

Considerada por muitos uma erva daninha invasora, o milefólio é na realidade uma planta de grande utilidade.







sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Rosa, fotografada a 9 de janeiro no meu jardim. Esta será a primeira das minhas plantas da semana. Uma planta por semana e uma quentinha tissana



As rosas foram desde a Antiguidade cultivadas pela sua beleza e fragrância, mas também pelo seu grande valor medicinal.
Espécies asiáticas, são ainda hoje muito utilizadas na Medicina tradicional Chinesa e outras variedades eram utilizadas pelos Gregos, Romanos e Persas.

O poeta grego Anacreon, refere nos seus poemas no ano 77 a.C. o valor terapêutico das rosas.
Na Roma antiga as festas em honra de Dionísio (Baco) eram chamadas Rosálias.

Ainda em Roma,
acreditava-se que ao colocar rosas nos túmulos dos mortos, isso apaziguaria os seus espíritos e os ricos mantinham jardins de rosas para assim terem sempre rosas para os seus mortos.
Ainda hoje as rosas são um símbolo de amor mas também de luto, sendo a flor mais utilizada nos cemitérios Europeus.

Cleópatra incluía as rosas como ingrediente básico nos seus tratamentos de beleza.
A água de rosas foi inventada no século I a.C. pelo médico Persa Ibn Sina e prescrita para inflamações oculares e também para refrescar o espírito e fortalecer o coração, aliás ainda hoje no Médio Oriente se fabricam muitos doces com pétalas e água-de-rosas.

O óleo de rosas conhecido por attar ou otto era utilizado para tratar vários problemas de pele e as sementes usadas tradicionalmente como diurético e para aliviar infecções urinárias.

Nos anos 1800 na Grã-Bretanha as pétalas de rosas eram usadas como adstringente em preparados farmacêuticos e também para melhorar o sabor de alguns medicamentos.

Durante a segunda guerra mundial quando houve escassez de citrinos, recorreu-se aos frutos da roseira-brava como fonte de Vitamina C para prevenir os grandes surtos de escorbuto.

Na fitoterapia actual os frutos e a flor da da rosa-canina são utilizados em vários preparados para tratar gripes e infecções das vias respiratórias, problemas gastrointestinais, fortalece o sistema imunitário.
O botânico e médico Romano Plínio-o-velho enumerou 30 patologias que poderiam ser tratadas com remédios feitos a partir de rosas.

Mais tarde na Idade Média as rosas e os botões de rosa continuam a sua popularidade e as pétalas de rosas eram utilizadas para tratar diarreias, tosse, tensão nervosa, depressão, dores nas articulações, entre outras coisas, muito associado também nessa época a superstições e bruxaria, usava-se nos amuletos para atrair amor.

Estudos recentes revelaram que extracto de rosa-canina em pó reduzia as dores e aumentava o bem-estar em pacientes que sofrem de osteo-arterite.
O óleo de rosas é ainda muito apreciado em vários produtos cosméticos como excelente anti-oxidante e anti-rugas.