Malva sylvestris - por Fernanda Botelho
Plantas Medicinais, Aromáticas, Condimentares, Jardinagem, Ateliers, Cursos, Workshops, Passeios, Agricultura Biológica, Permacultura, Ecologia, Jardins nas Escolas, Jardins Botânicos, Livros, Sites...
domingo, 1 de setembro de 2013
quarta-feira, 14 de agosto de 2013
Entre silêncios e perfumes, pérolas de orvalho suspensas em finos fios de luz.
Entre silêncios, perfumes de rosas, madressilvas e jasmins, as abelhas vão zumbindo num rodopio estival. Eu, agradecendo as noites de orvalhos intensos refletidas na felicidade verdejante das minhas plantas e nas gotas de pérolas suspensas entre ramos e pérgolas. Entre a romãzeira e os bambus se vão equilibrando

aranhas invisíveis, tecendo as suas pontes, bordando elaboradas cortinas entre o seu mundo e o meu que se calhar é o mesmo.
As estátuas, guardiãs do verde que me rodeia, ensinam e convidam à serena imobilidade, hoje dei-lhes mais atenção, limpei-as, agradeci-lhes a discreta companhia que me fazem em todas as estações, ofereci-lhe um cesto de rosas das mais perfumadas (as únicas que tenho), as outras são do quintal da Sofia que as coleciona e cuida com muito carinho, e que lindas que elas são. Confirma-se o ditado inglês "The best food you can give your garden is your love", o melhor alimento que podes dar ao teu jardim é o teu amor.
Quem não tem amor às árvores são os donos da casa abandonada onde me ia abastecer de flores e bagas de sabugueiro, fizeram-lhe uma poda bastante selvagem, rasgando e esventrando o seu troco principal, cortando os ramos inferiores de uma forma desrespeituosa e desconsiderada, tive pena dela. Sempre me oferecia delicadamente as suas flores. Hoje visitei-a e sentia-a triste mas mesmo assim oferecendo generosamente as suas bagas que agora colhi com muita dificuldade devido à altura a que se encontram. Ficarão para os pássaros que muito as apreciam.
Vou confecionar uma sobremesa com pétalas de rosas e bagas de sabugueiro, yumi, yumi!!!!Para já ficam apenas as fotos da colheita.
quinta-feira, 8 de agosto de 2013
segunda-feira, 29 de julho de 2013
Trying to recover from an overdose of Botanic Gardens/Tentando recuperar de uma overdose de jardins botânicos
My yearly trips to the herbfest uk are not just a weekend learning about herbs in Sommerset.
Ora então deixa cá tentar fazer um resumo dos meus 12 dias around Britain:
Cheguei a Londres numa sexta feira ao fim do dia e julguei que o avião tinha desviado a rota e estavamos a aterrar em Bali ou no Brasil, tal era o calor. Está-se mesmo a ver que que o impermeável e a camisolita de lã não irão sair do seu cantinho no fundo da mala.E não é que foi mesmo assim; em 12 dias que por lá estive,vesti sempre calções e ti-shirt.
No sábado, a imperdivel visita a Portobello rd. mas confesso que não gostei, prefiro ir até lá durante a semana, esta coisa de querer caminhar e ter que desviar-se constantemente das pessoas, é demasiado cansativo.Caminhei então até Holland Park que já à algum tempo não visitava.Gostei estava bonito, apreciei sobretudo os grandes canteiros de hortícolas, que como fui verifancando ao longo dos jardins que visitei, está na moda.
É urgente conhecermos aquilo que comemos, como crescem as couves e as beringelas, as beterrabas e as cenouras, feijão-verde, cravos túnicos, tomateiros, cosmos e zínias, tudo misturado de uma forma aparentemente espontânea e orgânica.
Daí caminhei até Hyde Park onde ainda consegui apanhar o fim do concerto dos Rolling Stones. Antes da travessia do parque que demorou quase uma hora ao lusco-fusco, o jantar foi no Wholefoods de Kensington enquanto observava a noite descer sobre a cidade.
Há noite as pernas agradeceram o repouso.
Domingo, em vez de ir visitar a exposição de Sebastião Salgado em pleno centro, resolvi ir para beira rio visitar hortas urbanas, os chamados allotments que os ingleses cultivam com muito carinho e entusiasmo.
Na segunda fui para Oxford, via Bristol onde fui visitar o jardim botânico da Universidade, www.bristol.ac.uk/botanic-garden, uma das mais velhas de Inglaterra, lugar de destaque para as hortícolas andinas, quinoas e vários tipos de batatas.
Passei a terça no jardim botânico University of Oxford www.botanic-garden.ox.ac.uk/
Na quarta foi o jardim de Asthall Manor thegallopinggardener.blogspot.com.e ao da Anne MacIntyre http://annemcintyre.com/
Qual deles o mais bonito e mais cativante, cada um no seu estilo.
Este ano abundavam as rosas por todo o lado e a Annie soube tirar partido dessse aroma tão fantástico, fabricando elixires, tinturas e "Love potions" com rosas e madressilvas, eu provei e era excelente.
Depois foi o fim-de-semana do herbfest, http://www.herbfestuk.co.uk/ que como sempre foi fabuloso, recheado de boas palestras, passeios, gente bonita com um fio comum que nos unia a todos; o interesse pelas plantas medicinais. Aprendi sobre cogumelos medicinais e plantas anti-cancro, novas toxinas e como livrar-nos delas ou evitá-las.De regresso a Londres foi o Kew garden www.kew.org, maravilhoso como sempre e com grande lugar de destaque em frente à estufa principal um enorme canteiro onde brilham em artísticos e criativos arranjos, as rainhas deste ano, couves, beringelas, feijão verde, ervilhas, tomateiros, milho, abóboras, etc.
o dia seguinte foi o dia mais quente em Londres de que tenho memória, passei-o entre os canteiros de Physic gardens chelseaphysicgarden.co.uk que mais uma vez apresentava um projeto com famílias de plantas comestíveis.
sábado, 20 de julho de 2013
SE VISITAR LONDRES ESTE VERÃO. My second favourite garden in London, that I visit once or twice a year, a trip to this city won´t be the same without a day spent here and another in Kew. Everytime I learn something new. As visitas guiadas normalmente por um farmacêutico ou biólogo são incluidas no bilhete que custa nove libras.
segunda-feira, 1 de julho de 2013
quarta-feira, 26 de junho de 2013
terça-feira, 25 de junho de 2013
quinta-feira, 20 de junho de 2013
SERRA DE SINTRA
Enquanto espero pacientemente o dia 6 de julho onde irei revisitar os meus lugares de eleição do Reino Unido, numa verdadeira orgia botânica: Kew gardens,www.kew.org/ Chelsea Physic garden chelseaphysicgarden.co.uk, jardim botânico de Oxford, jardim da Jekka MacVikar e da Anne MacIntyre e claro como não podia deixar de ser e como já vem sendo hábito o fantástico HERBFEST http://www.herbfestuk.co.uk/.
Dizia eu que enquanto espero vou passeando por aqui em pausas bem merecidas, entre muitas horas sentadas ao computador, preciso de verde e de serra e eles lá estão sempre para me acolher, me obrigar a esticar as pernas, a colocar a câmara ao pescoço e ir observando deliciada as metamorfoses que esta primavera (a mais fria de que tenho memória), vai pintando nos campos.
Entre cardos, camomilas, malvas, madressilvas, ervilhacas, o verde, vai sem pressas, metamorfoseando-se em dourado.
As sementes soltam-se e esvoaçam como se fossem pirilampos diurnos piscando luzes que são sementes, iluminando a tarde que se esvai entre a serra e o mar.
Esta serra de Sintra, espinha dorsal das minhas memórias de infância, como um animal fingindo dormir, mas eternamente provando o sabor a sal do Atlântico, onde se abandona em dunas e calhaus, em precipícios e praias.
Esta serra serra de Sintra vive em mim, é a paisagem que vejo quando
fecho os olhos e quero silêncio, força, determinação e clareza.
quarta-feira, 19 de junho de 2013
segunda-feira, 27 de maio de 2013
Ilha da Madeira:uma pérola verde no meio do Atlântico.Reserva Mundial da Biosfera
Já fui à Madeira e voltei!
Banhei-me de verde, ar puro e água fresca.
Conheci pessoas lindas, (claro que não me cruzei com o Jardim mais feio da Madeira), locais maravilhosos, plantas exuberantes.
Ali todas as espécies existem com um tamanho muito superior ao que estamos habituados a ver:
urzes arbóreas, latugas gigantes, genistas que se chamam piorno e são 3 vezes o tamanho das giestas que vemos no Continente.
A sensação de espanto foi tanta e tão constante que me emocionava com o exagero da paisagem, com o tamanho das folhas, das árvores, dos fetos, dos musgos, da água sempre presente.Imaginem que a média de humidade no ar é de 85%.
Esta humidade deu origem a um leque de verdes como é raro encontrar, e eu vivo em Sintra e já viajei pelo sul do Chile, pelas Caraíbas, México, Brasil, Indonésia e Índia. aliás muitas vezes tive a estranha e muito forte sensação de estar num desses países, não fossem os túneis a rasgar abruptamente a paisagem e a acordar-me destas sensações quase delirantes, meio alucinadas.
O tempo e a sua fantástica agilidade de nos fazer viajar para trás e para a frente, para longe e para perto, para dentro e para fora em apenas 5 dias.
Está mais que provado que o tempo vive de mãos dadas com emoções e sensações e com elas tem uma estreita relação de cumplicidade.
Banhei-me de verde, ar puro e água fresca.
Conheci pessoas lindas, (claro que não me cruzei com o Jardim mais feio da Madeira), locais maravilhosos, plantas exuberantes.
Ali todas as espécies existem com um tamanho muito superior ao que estamos habituados a ver:
urzes arbóreas, latugas gigantes, genistas que se chamam piorno e são 3 vezes o tamanho das giestas que vemos no Continente.
A sensação de espanto foi tanta e tão constante que me emocionava com o exagero da paisagem, com o tamanho das folhas, das árvores, dos fetos, dos musgos, da água sempre presente.Imaginem que a média de humidade no ar é de 85%.
Esta humidade deu origem a um leque de verdes como é raro encontrar, e eu vivo em Sintra e já viajei pelo sul do Chile, pelas Caraíbas, México, Brasil, Indonésia e Índia. aliás muitas vezes tive a estranha e muito forte sensação de estar num desses países, não fossem os túneis a rasgar abruptamente a paisagem e a acordar-me destas sensações quase delirantes, meio alucinadas.
O tempo e a sua fantástica agilidade de nos fazer viajar para trás e para a frente, para longe e para perto, para dentro e para fora em apenas 5 dias.
Está mais que provado que o tempo vive de mãos dadas com emoções e sensações e com elas tem uma estreita relação de cumplicidade.
segunda-feira, 20 de maio de 2013
Um alegre fim-de-semana entre urtigas e botânicos.
Um alegre fim-de-semana entre urtigas e botânicos.
A caminho da serra presenteada por um auspicioso arco-irís que parecia nascer vinha do centro da terra e me dava a entranha sensação de se ligar ao meu umbigo como um cordão umbilical todo feito céu e luz.
E de facto assim foi o fim-de-semana; todo feito de céu, terra, luz, plantas e pessoas maravilhosas.
A caminho da serra presenteada por um auspicioso arco-irís que parecia nascer vinha do centro da terra e me dava a entranha sensação de se ligar ao meu umbigo como um cordão umbilical todo feito céu e luz.
E de facto assim foi o fim-de-semana; todo feito de céu, terra, luz, plantas e pessoas maravilhosas.
A urtiga é um excelente remineralizante do organismo, rica
em antioxidantes, vitaminas, sobretudo vitaminas A e C, sais minerais como
ferro, magnésio, fósforo, muita clorofila, etc. Enfim um superalimento que o
concelho de Fornos de Algodres soube aproveitar, decidindo revitaliza-la,
trazendo-a de volta ao tão meritório lugar de destaque na nossa gastronomia.
Inserida nas jornadas Etnobotânicas que já vão na sua VIII
edição; as urtigas (na sua V edição) têm vindo a conquistar cada vez mais
adeptos e curiosos que se deslocam todos os anos a Fornos de Algodres para
participarem num fim-de-semana muito urticante.
Mas nem só de gastronomia urticante, vivem estas jornadas. O
passeio etnobotânico que se realiza sempre no primeiro dia das jornadas contou
este ano com o ilustre etnobotânico espanhol, Emílio Blanco, que na minha companhia, na companhia do professor e botânico José
Ribeiro da UTAD, que é um dos ilustres fundadores da Confraria e membro
indispensável nestes passeios de reconhecimento de plantas. do Manuel Paraíso grande expert em matéria de urtigas e também fundador e organizador desta confraria.
Também esteve presente o chef
espanhol Martin Alvarez da escola superior de turismo Ourense com um livro de
receitas publicado ” 40 receitas com urtigas”.
Feliz coincidência, este ano a data do evento inseriu-se no
dia 18 de maio, Dia Internacional do Fascínio pelas Plantas.
Depois de um fantástico passeio de três horas e do reconhecimento e prova
de uma série de plantas silvestres comestíveis como as azedas (Rumex) os rebentos dos fetos, e da norça
branca (Bryonia dioica), nozelha,
umbigos de vénus (Umbelicus rupestris),
madressilva (Lonicera), rosmaninho Lavandula pedunculata
E agora sim esperava-nos um delicioso manjar. Um piquenique partilhado com as mais variadas receitas cozinhadas com urtigas.Paté de urtigas e linhaça, pão de urtigas, pastéis de nata, rabanadas, quiches, alheiras, requeijão e até cerveja de urtigas que viriamos a provar mais tarde.
Depois do piquenique regressamos à sala onde ficamos a saber dos últimos estudos realizados na Faculdade de Farmácia da Universidade Coimbra pela professora Teresa Batista que vieram confirmar o que há muito já se sabe, as propriedades antioxidantes das urtigas, mas também as suas outras utilizações medicinais como problemas da próstata,(hiperplasia benigna da próstata, que reage muito bem ao tratamento à base de raiz de urtiga), reumático e arterite, gota, etc.
Descobrimos a diferença entre outras Urticáceas como a Parietária e as outras não-urtigas como
os Lamius que se podem confundir com
urtigas mas não têm picos e por isso não são urtigas nem têm as mesmas
propriedades nem utilizações.
Ao jantar provamos sopa de urtigas, pão, paté,
molhos e sobremesas e saímos de lá verdes de alegria, pois esta maravilhosa
planta têm ainda a capacidade de estimular a produção de serotonina.
No dia seguinte dia 19, tive a honra de ser entronizada, nesta confraria que tanto prezo, vestiram-me uma capa e uma medalha e em latim jurei eterna fidelidade à minha grande aliada URTIGA
.
.
quinta-feira, 16 de maio de 2013
CONFRARIA DAS URTIGAS
Enquanto me sento em frente a este ecrã com a intenção de partilhar convosco aquilo que me entusiasma e mantém acesa a chama nos meus olhos; os pássaros cantam lá fora, fazendo ninhos na figueira e no sabugueiro, numa tagarelice pegada uns com os outros, admiro quem reconhece cada canto destas aves que tanto nos alegram a vida.
Eu não reconheço, só oiço deliciada com as subtilizas da comunicação.
O céu cinzento de maio obriga-me a vestir mais um casaco, neva lá para os lados da Serra da Estrela, não de Sintra, por enquanto.
Amanhã rumo a norte, Fornos de Algodres, já entre paisagens serranas, águas termais, passeios etnobotânicos e muitas urtigas dioicas, urens, membranáceas, etc.Irei ser entronizada confreira das urtigas, Vestir a capa da confraria que mais admiro será com certeza uma honra e um voto de responsabilidade que prometo levar muito a peito. Aliás já levo mesmo sem capa.
Estas plantas que tanto venero, estão sempre presentes nas minhas comunicações mais ou menos públicas, escritas ou faladas, para adultos ou crianças.Elas surgem, impõem-se e revelam-se sempre, muitas vezes sem sequer estarem no programa. Eu acolho-as com o devido carinho e respeito e partilho-as com quem delas pouco sabe. Surpresa, desconfiança, medo, as reações vão variando mas a semente fica lançada e a vontade de as conhecer melhor germinará com certeza nas mentes mais abertas.
Eu não reconheço, só oiço deliciada com as subtilizas da comunicação.
O céu cinzento de maio obriga-me a vestir mais um casaco, neva lá para os lados da Serra da Estrela, não de Sintra, por enquanto.
Amanhã rumo a norte, Fornos de Algodres, já entre paisagens serranas, águas termais, passeios etnobotânicos e muitas urtigas dioicas, urens, membranáceas, etc.Irei ser entronizada confreira das urtigas, Vestir a capa da confraria que mais admiro será com certeza uma honra e um voto de responsabilidade que prometo levar muito a peito. Aliás já levo mesmo sem capa.
Estas plantas que tanto venero, estão sempre presentes nas minhas comunicações mais ou menos públicas, escritas ou faladas, para adultos ou crianças.Elas surgem, impõem-se e revelam-se sempre, muitas vezes sem sequer estarem no programa. Eu acolho-as com o devido carinho e respeito e partilho-as com quem delas pouco sabe. Surpresa, desconfiança, medo, as reações vão variando mas a semente fica lançada e a vontade de as conhecer melhor germinará com certeza nas mentes mais abertas.
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