quarta-feira, 25 de setembro de 2013

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Workshop de ervas aromáticas gratuito na Amadora


WORKSHOP  DE ERVAS MEDICINAIS  na CASA ROQUE GAMEIRO SÁBADO - 21 SETEMBRO
14.30h – 15.30h
Atividade Gratuita – Marcação p/ Telefone 

domingo, 8 de setembro de 2013

A agenda de 2014 sobre Plantas Medicinais, ervas silvestres e flores comestíveis






Este é um dos artigos que figura na minha agenda de 2014 e que irei partilhando alguns aqui neste blogue, só para vos abrir o apetite e me virem espreitar mais vezes.

 
Aqui fica uma informação que poderá ser útil nesta época do ano em que os chorões já apresentam o fruto maduro, provem alguns e aproveitem para arrancarem o que puderem.

Chorão–das-praias Carpobrotus edulis  Aizoácea
O chorão- das-praias é uma planta, rastejante de folhas carnudas, cujos caules podem atingir vários metros de comprimento. O seu nome deriva do grego e significa fruto comestível.
É oriunda da região do Cabo, na África do sul e foi introduzida no nosso país como planta ornamental e para fixar dunas e taludes. No entanto devido ao seu rápido crescimento e à grande quantidade de sementes que produz e que são ingeridas por vários roedores que assim a dispersam, compete com a nossa flora autóctone, erradicando algumas espécies e colocando em perigo a biodiversidade do nosso país. É portanto uma planta que tem causado vários problemas ecológicos.
É considerada uma planta exótica pela flora-on.pt , e uma planta invasora pela www.uc.pt/invasoras.
No entanto o fruto maduro, fazendo lembrar um figo, é comestível, sendo bastante utilizado no seu país de origem, em compotas ou simplesmente cru para refrescar e impedir a desidratação. Tem propriedades  antioxidantes e antibacterianas.

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Busy and peacefull summer in the garden




Esta manhã ao abrir a porta da cozinha que dá para um pequeno quadrado de jardim, eis que quase me entraram em casa, bandos de leves e delicadas borboletas brancas que dançavam, pousavam, voltavam a voar como que numa matinal embriaguez, seria o doce perfume da budleia? Era com certeza.
Depois, juntaram.-se a elas outras borboletas castanhas, cor-de-laranja, tamanhos vários, e ainda insetos estranhos com ar de mini-colibris, abelhas e abelhões.Até os pássaros, uns patamares mais acima lhes fizeram companhia afinando a voz enquanto debicavam o que resta das bagas de sabugueiro.


Em Bali acreditam que borboletas brancas são auspiciosas, abençoadas sejam e que esta visita seja portadora de boas notícias.

Mas nem só de borboletas e budleias vive o meu jardim de agosto, os cosmos com toda a sua graciosidade vão florindo meses a fio num ciclo de vida e morte cheio de encanto e abundante oferta de pólen e nectar  para os insetos ávidos de comida despoluída e nutritiva.









Os tupinambos de carácter bastante invasor tal como os solidagos, vão aparecendo nos locais mais improváveis conquistando a minha objectiva com as suas comestíveis pétalas amarelo-dourado.já os avisei para terem calma e não se dispersaram tanto, mas não me ligaram nenhuma.





Os nenúfares de flores luminosas cor de limão vão emergindo da lama radiantes, abrindo-se quase vaidosos, à luz do dia que os acolhe cúmplice.


As alvas flores de milefólio pintam o jardim de serenidade.Tudo é paz, calor e chilrear de pássaros.


O anho-casto exibe ele também a exuberância lilás dos seus cachos, que a julgar pela quantidade de insetos que o visitam, devem estar também saturados de doces manjares.



O calor abre as vagens da salgueirinha expondo as suas sementes e enrolando as cascas em finas fibras que se tornam luminosas, quase incandescentes, quais frágeis teias de luz.






As aranhas voltaram adivinhando já o outono que se aproxima, tempo de belíssimas teias gigantes, de maçãs reinetas, marmelos e romãs.

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Entre silêncios e perfumes, pérolas de orvalho suspensas em finos fios de luz.




Entre silêncios, perfumes de rosas, madressilvas e jasmins, as abelhas vão zumbindo num rodopio estival. Eu, agradecendo as noites de orvalhos intensos refletidas na felicidade verdejante das minhas plantas e nas gotas de pérolas suspensas entre ramos e pérgolas. Entre a romãzeira e os bambus se vão equilibrando










aranhas invisíveis, tecendo as suas pontes, bordando elaboradas cortinas entre o seu mundo e o meu que se calhar é o mesmo.



As estátuas, guardiãs do verde que me rodeia, ensinam e convidam à serena imobilidade, hoje dei-lhes mais atenção, limpei-as, agradeci-lhes a discreta companhia que me fazem em todas as estações, ofereci-lhe um cesto de rosas das mais perfumadas (as únicas que tenho), as outras são do quintal da Sofia que as coleciona e cuida com muito carinho, e que lindas que elas são. Confirma-se o ditado inglês "The best food you can give your garden is your love", o melhor alimento que podes dar ao teu jardim é o teu amor.

Quem não tem amor às árvores são os donos da casa abandonada onde me ia abastecer de flores e bagas de sabugueiro, fizeram-lhe uma poda bastante selvagem, rasgando e esventrando o seu troco principal, cortando os ramos inferiores de uma forma desrespeituosa e desconsiderada, tive pena dela. Sempre me oferecia delicadamente as suas flores. Hoje visitei-a e sentia-a triste mas mesmo assim oferecendo generosamente as suas bagas que agora colhi com muita dificuldade devido à altura a que se encontram. Ficarão para os pássaros que muito as apreciam.

Vou confecionar uma sobremesa com pétalas de rosas e bagas de sabugueiro, yumi, yumi!!!!
Se ficar boa dou a receita.
Para já ficam apenas as fotos da colheita.

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Trying to recover from an overdose of Botanic Gardens/Tentando recuperar de uma overdose de jardins botânicos


My yearly trips to the herbfest uk are not just a weekend learning about herbs in Sommerset.
Ora então deixa cá tentar fazer um resumo dos meus 12 dias around Britain:
 Cheguei a Londres numa sexta feira ao fim do dia e julguei que o avião tinha desviado a rota e estavamos a aterrar em Bali ou no Brasil, tal era o calor. Está-se mesmo a ver que que o impermeável e a camisolita de lã não irão sair do seu cantinho no fundo da mala.E não é que foi mesmo assim; em 12 dias que por lá estive,vesti sempre calções e ti-shirt.
No sábado, a imperdivel visita a Portobello rd. mas confesso que não gostei, prefiro ir até lá durante a semana, esta coisa de querer caminhar e ter que desviar-se constantemente das pessoas, é demasiado cansativo.Caminhei então até Holland Park que já à algum tempo não visitava.Gostei estava bonito, apreciei sobretudo os grandes canteiros de hortícolas, que como fui verifancando ao longo dos jardins que visitei, está na moda.
É urgente conhecermos aquilo que comemos, como crescem as couves e as beringelas, as beterrabas e as cenouras, feijão-verde, cravos túnicos, tomateiros, cosmos e zínias, tudo misturado de uma forma aparentemente espontânea e orgânica.
Daí caminhei até Hyde Park onde ainda consegui apanhar o fim do concerto dos Rolling Stones. Antes da travessia do parque que demorou quase uma hora ao lusco-fusco, o jantar foi no Wholefoods de Kensington enquanto observava a noite descer sobre a cidade.
Há noite as pernas agradeceram o repouso.
Domingo, em vez de ir visitar a exposição de Sebastião Salgado em pleno centro, resolvi ir para beira rio visitar hortas urbanas, os chamados allotments que os ingleses cultivam com muito carinho e entusiasmo.
Na segunda fui para Oxford, via Bristol onde fui visitar o jardim botânico da Universidade, www.bristol.ac.uk/botanic-garden, uma das mais velhas de Inglaterra, lugar de destaque para as hortícolas andinas, quinoas e vários tipos de batatas.
Passei a terça no jardim botânico  University of Oxford www.botanic-garden.ox.ac.uk/



Na quarta foi o jardim de Asthall Manor thegallopinggardener.blogspot.com.e ao da Anne MacIntyre http://annemcintyre.com/

Qual deles o mais bonito e mais cativante, cada um no seu estilo.
Este ano abundavam as rosas por todo o lado e a Annie soube tirar partido dessse aroma tão fantástico, fabricando elixires, tinturas e "Love potions" com rosas e madressilvas, eu provei e era excelente.
 Depois foi o fim-de-semana do herbfest, http://www.herbfestuk.co.uk/ que como sempre foi fabuloso, recheado de boas palestras, passeios, gente bonita com um fio comum que nos unia a todos;  o interesse pelas plantas medicinais. Aprendi sobre cogumelos medicinais e plantas anti-cancro, novas toxinas e como livrar-nos delas ou evitá-las.
De regresso a Londres foi o Kew garden www.kew.org, maravilhoso como sempre e com grande lugar de destaque em frente à estufa principal um enorme canteiro onde brilham em artísticos e criativos arranjos, as rainhas deste ano, couves, beringelas, feijão verde, ervilhas, tomateiros, milho, abóboras, etc.




o dia seguinte foi o dia mais quente em Londres de que tenho memória, passei-o entre os canteiros de Physic gardens chelseaphysicgarden.co.uk que mais uma vez apresentava um projeto com famílias de plantas comestíveis.