quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Vila Real Gastronómica


VILA REAL ASSUME-SE COMO O DESTINO DOS SABORES DA BIODIVERSIDADE

Primeiro evento gastronómico da biodiversidade decorre no final de novembro

Dando corpo a uma estratégia que pretende fomentar novos nichos de mercado e estimular diversos agentes económicos locais para as potencialidades da biodiversidade, a Câmara Municipal de Vila Real vai organizar, nos dias 30 de novembro e 1 de dezembro, o primeiro encontro gastronómico intitulado por “O valor dos simples: a Natureza à mesa”.
Este projeto insere-se num dos vetores estratégicos do programa, que pretende valorizar economicamente a biodiversidade, procurando gerar novos negócios e fomentar a economia do meio rural. Mas o projeto ambiciona ainda mais: a criação de uma rede local de agentes económicos de vários setores, que passam a trabalhar em conjunto e de forma organizada, procurando desenvolver novos conhecimentos e novas práticas.
Procurando conciliar o vasto conhecimento atual e muitos dos saberes ancestrais, pretende-se manter uma linha permanente de experimentação e inovação gastronómica, com a utilização de um vasto património vegetal presente no território, que permite uma diversificação de sabores à mesa. Neste domínio, estão a decorrer diversos workshops com os profissionais da restauração locais, que vão permitir a criação de novos pratos e a recriação de alguns dos símbolos da gastronomia duriense e transmontana. Associado a este objetivo, o projeto pretende também alertar para as inúmeras vantagens da diversificação e o seu valor nutricional. Assim, diversidade e biodiversidade são um novo conceito na alimentação humana que podem contribuir decisivamente para a melhoria da saúde pública. De destacar a preocupação na utilização de plantas silvestres que perderam espaço nas últimas décadas e que podem voltar a ter uma utilização corrente na nossa alimentação.
O evento que terá no lugar nos dias 30 de novembro e 1 de dezembro servirá sobretudo para dar a conhecer ao público em geral a panóplia de recursos e o valor destas plantas. No primeiro dia do evento estarão reunidas diversas personalidades e especialistas das mais diversas áreas, desde a Biologia à Gastronomia, que vão facultar toda a informação essencial na abordagem desta temática. No segundo dia do evento, os protagonistas serão os restaurantes aderentes e será dedicado à criação dos chefes de cozinha dos restaurantes, com a utilização das plantas na criação de novas ofertas gastronómicas. Uma oportunidade única para partilhar novos sabores e novas sensações à mesa dos ex-líbris da restauração de Vila Real, o destino da biodiversidade.

É dificil mas não impossível, fazer escolhas conscientes enquanto consumidores, nós temos o poder de derrubar as multinacionais que todos os dias se riem na nossa cara e nos metem a mão no bolso


terça-feira, 5 de novembro de 2013

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Gengibre a florir no meu jardim

Nem só de cores de outono vive esta estação, o meu jardim perto de Sintra vive de brancos, vermelhos e roxos e muito, muito verde é claro.





É pena que o olfato não possa ser sentido on-line pois a flor do gengibre exala um perfume doce, suave e ao mesmo tempo quase estonteante de tanta subltileza. A prova do sua doçura foi uma delicada borboleta branca que, ignorando a chuva, por ali ficou horas a fio em extase, aconchegando as suas asas molhadas ao alvo veludo daquela flor como se fossem apenas um ser, e acho que o eram: a flor uma borboleta tentando ganhar asas e a borboleta uma flor elevando-se aos céus.

Propriedades do gengibre

Para os Chineses o rizoma seco e o fresco têm propriedades diferentes, sendo o fresco recomendado para tratar febres, dores musculares, dores de cabeça e constipações, enquanto que o seco é utilizado para aliviar «excesso de frio interno», como pés e mãos frias, pulso fraco e palidez. São no entanto os gingeroles que ao estimularem a salivação, a bílis e as secreções gástricas aliviam vários problemas digestivos, principalmente todo o tipo de enjoos, desde o enjoo de viagem (já os antigos marinheiros chineses o utilizavam para os enjoos de mar), enjoo matinal na
gravidez, enjoo pós –operatório e pós quimioterapia. As suas propriedades antissépticas devem-se ao zingiberene que ajuda a combater infeções gastro - intestinais, intoxicações alimentares gases, cólicas, diarreias, etc.
É um excelente estimulante da circulação, ajudando o sangue a afluir às extremidades do organismo tornando-o muito eficaz contra pés e mãos frias, dores reumáticas e dores nas articulações em geral (aí funcionam muito bem as compressas mornas e as massagens com óleo essencial de gengibre diluído em azeite ou óleo de amêndoas doces), também em dores musculares pois aquecem e relaxam os músculos, para aquecer mãos e pés mergulhá-los numa decocção bem quentinha de gengibre.
As compressas aplicadas sobre o peito são um bom remédio contra a tosse, ajudando a libertar a expetoração e atuando ao mesmo tempo como anti inflamatório. É também considerado um afrodisíaco.
È ainda antioxidante e ajuda a prevenir a agregação de plaquetas, combate a falta de apetite mas é também um remédio para o emagrecimento pois ajuda a fundir as gorduras, é ainda regulador do ciclo menstrual, combatendo também as dores.
Em gargarejo ou em tisana é muito útil para tratar dores de garganta, amigdalites, problemas de rouquidão e perda de voz, combate ainda gripes, rinites, constipações (infusão bem quente com limão e mel) provoca a sudação.

Culinária

O rizoma possuiu um sabor picante que serve para aromatizar todos os tipos de pratos, mas sobretudo os molhos, realçando o sabor dos pratos sem sal.
O gengibre cristalizado já se encontra à venda no nosso país e é uma forma muito agradável de o consumir, especialmente para quem não tolere o seu sabor picante.
Cortado em lascas, raspado ou em pó pode utilizar-se nas sopas, pastelarias e sobremesas várias.
Na preparação de licores, doces, pastas de frutos e compotas.

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Sementes de Portugal: O Projecto

Sementes de Portugal: O Projecto: Nos últimos anos o interesse pela flora autóctone tem crescido junto de um número cada vez maior de interessados e apaixonados pelo seu in...

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Encontro de arte e ambiente no Parque biológico de Gaia


Passei o fim-de-semana no Parque Biológico de Gaia www.parquebiologico.pt/‎.
Local maravilhoso, um enorme pulmão nas redondezas de Gaia.
Estive no encontro da Aspea www.aspea.org/‎ no encontro de arte e ambiente, onde muito se partilharem ideias, gestos, ações, passeios, gargalhadas, sonhos, viagens e boleias.






 E a propósito de Ginkgo aqui fica um pedaço de um artigo que escrevi há uns anos atrás para a revista jardins.www.jardins.com.pt/
Ginkgo biloba é a única espécie do seu género e é a única sobrevivente de um grupo de árvores desaparecidas há milhões de anos. Chama-lhe, por isso, “fóssil vivo” e existem provas de que as mutações que sofreram desde há 200 milhões de anos foram poucas: as suas folhas possuíam nessa época, vários lóbulos, e desde há cerca de 120 milhões de anos que apresentam uma interessante forma bilobada, sendo esta mais pronunciada nas árvores jovens e quase inexistente nas árvores mais velhas.

Características

É da família das Ginkgoaceas, árvores de folha caduca com um ou vários troncos alongados. As folhas têm forma de leque, com veios irradiantes, de cor verde-claro que vai escurecendo nas árvores mais velhas. É resistente à seca, vento e neve, e tem raízes profundas. No Outono transformam-se num exuberante amarelo-dourado. Podem atingir 30 metros de altura, existindo algumas na China com 50 metros. As flores macho e fêmea desenvolvem-se em árvores distintas, sendo o macho o mais utilizado pois os frutos da árvore fêmea exalam um aroma fétido muito desagradável. São de crescimento lento nos primeiros anos. São as árvores ideais para plantar em ruas e jardins públicos pois resistem às tempestades, às pragas e poluição atmosférica, absorvendo o óxido de enxofre dos motores de combustão.

Utilização

O Ginkgo biloba é utilizado pelos chineses há milhares de anos para fins medicinais, e também em algumas cerimónias religiosas e outras celebrações. Na medicina tradicional chinesa as sementes eram utilizadas como um tónico “Yang” dos rins, estimulando a energia sexual e acalmando inflamações da bexiga. As sementes fervidas são utilizadas como chá no tratamento de problemas pulmonares, especialmente asma. No entanto, no Ocidente, as partes mais estudadas e utilizadas são as folhas do Ginkgo que em 1988, na Alemanha, foi o remédio mais receitado pelos naturopatas. Têm-se feito muitas investigações sobre a relação que o extracto de Ginkgo possa ter com a cura ou alívio de Alzheimer, tendo-se comprovado que melhora a irrigação sanguínea cerebral, melhorando o desempenho dos neuro-transmissores e sendo um excelente auxiliar de memória. Melhora problemas circulatórios e declínio das funções mentais. Regula os batimentos cardíacos. Evita a formação de radicais livres responsáveis pelo envelhecimento das células. Tem uma forte acção neuro-protectora. Produz energia devido ao aumento de absorção de glicose nas células. Inibe a agregação de plaquetas. Devido à acção anti-inflamatória e anti-alérgica, é útil no tratamento de asma. É ainda utilizado na prevenção da arteriosclerose. Ajuda  a melhorar a circulação sanguínea das pernas e pés.









 

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

O JARDIM ASSOMBRADO: Ó VERÃO, VOLTA PARA TRÁS

O JARDIM ASSOMBRADO: Ó VERÃO, VOLTA PARA TRÁS: Hortas Aromáticas , uma edição Dinalivro, apresenta-se como um livro para «os dias longos de Verão», sendo já o terceiro da dupla Fernand...

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Agenda de plantas medicinais no Algarve









Aqui fica o convite para irem descobrindo mais algumas utilidades das plantas que figuram na minha agenda.

O figo-da-Índia   Opuntia ficus-indica  Cactácea
Este cato, perene com caule em forma de espátula (cladódios), cobertos por espinhos, flores amarelo-brilhantes e frutos avermelhados, pode chegar a atingir 3 metros de altura. Oriundo do México está a tomar lugar de destaque na nossa gastronomia.
Usam-se os cladódios, as flores secas ou frescas, em infusões ou na decoração de pratos, mas o mais comum é a utilização dos frutos.
O cladódio, descasca-se com cuidado por causa dos picos, obtém-se uma polpa consistente que pode ser grelhada ou frita com um pouquinho de sal e ervas aromáticas como se fosse um bife.
Pode ainda cortar essa polpa em tiras e mergulhá-las num polme para depois serem fritas, tem um sabor e textura semelhantes ao quiabo.
Esmagando a polpa e misturando com uma infusão forte de poejos e açúcar poderá fazer marshmallows.
Com o fruto pode fazer gelados ou consumi-lo ao natural pois é altamente nutritivo, rico em mucilagem, açúcares, vitamina c, sais minerais, etc.
No México tem uma longa e variada tradição de usos culinários e terapêuticos, estando comprovados os seus benefícios internos e externos para tratar problemas urinários, gastrointestinais, hepáticos. O consumo dos frutos melhora a função renal.
Receita para tratar a tosse:
Abrir ao meio uma “folha” na longitudinal, polvilhar com açúcar ou mel e voltar a fechar amarrando ambas as partes com o cordel, suspender a folha e deixar escorrer a seva para dentro de um recipiente. Ao fim de algumas horas obterá um excelente e muito eficaz xarope para a tosse.

 


domingo, 29 de setembro de 2013

DA MINHA VIAGEM AO NORTE


  • O tempo é absolutamente elástico e relativo.
    Consegui apanhar ontem às 10 da manhã um comboio de Lisboa para o Porto, visitar o Cantinho das aromáticas em Gaia, http://www.cantinhodasaromaticas.pt/com os belos campos de equináceas, perpétuas e agastaches, depois fui à RTP 1 falar de plantas uteis para o inverno, http://www.rtp.pt/play/p1056/e129769/aqui-portugal/31630 dai rumei a Vila Real para encontrar a minha amiga Graça Adriana Saraiva, para no dia seguinte espreitar com ela o seu local de trabalho, amor e entusiasmo, a sede das Ervas finas,.http://www.ervasfinas.com/ fotografar e ficar com vontade de lá voltar. Apanhei o comboio da Régua para o Porto numa linda viajem de 1,30 ao longo do rio Douro.....e ainda cheguei a tempo de votar, ufa, confesso que correi um bocadinho nesta última parte da viajem, mas não deixei de me surpreender mais uma vez com a fantástica relatividade do tempo que está estritamente ligado à intensidade das nossas vivências.