terça-feira, 26 de novembro de 2013

Luz dourada de outono

É tarde no bosque
tudo é briza, silêncio
e fios de luz que se demoram nas folhas









 Luz lilás aquecendo as urzes,
um sopro de sol deslizando no silêncio do bosque.

 Tarde lenta de árvores gigantes rasgando o azul
  pontes firmes entre o céu e a terra


Cozinhar com pica: três receitas de urtigas - Life&Style

Cozinhar com pica: três receitas de urtigas - Life&Style

Se quiserem saber mais de urtigas podem ainda encontrar outras receitas na minha agenda de 2014



 

RISOTTO DE URTIGAS

INGREDIENTES
4 colheres de sopa de Azeite
3 Cebolinhos picados
2 dentes de Alho picados
4 chávenas de Arroz
1/5 chávena de Vinho branco seco
6 a 7 chávenas de caldo de vegetais
2 chávenas de urtigas cozidas e picadas (correspondendo a cerca de 10 chávenas de urtigas cruas)
1/3 chávena de queijo Parmesão ralado
Sal qb
Pimenta qb
Raspa de 1 limão biológico
1 colher de chá de mistura de Ervas de Provença

Aquecer o azeite num tacho grande, adicionar o alho e o cebolinho e saltear durante 3 a 4 minutos, até estes amaciarem um pouco. Juntar o arroz e mexer durante mais um minuto, até o arroz estar bem envolvido no azeite.
Adicionar o vinho branco e deixar ferver; depois, baixar o lume e continuar a mexer até o vinho ter sido absorvido. Adicionar então uma chávena de caldo de vegetais e mexer frequentemente até este ter sido também absorvido. Repetir o processo com mais umas 5 chávenas de caldo, até o arroz ficar macio e cremoso, não seco. Reduzir o lume para o mínimo e adicionar então as urtigas, mexendo bem para as distribuir uniformemente.
Adicionar o queijo parmesão e um pouco mais de caldo, se o arroz parecer seco. Cozer durante mais uns 3 minutos até o queijo estar derretido. Adicionar o sal, pimenta, ervas e casca de limão ralada fina.
Servir de imediato.







quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Vila Real Gastronómica


VILA REAL ASSUME-SE COMO O DESTINO DOS SABORES DA BIODIVERSIDADE

Primeiro evento gastronómico da biodiversidade decorre no final de novembro

Dando corpo a uma estratégia que pretende fomentar novos nichos de mercado e estimular diversos agentes económicos locais para as potencialidades da biodiversidade, a Câmara Municipal de Vila Real vai organizar, nos dias 30 de novembro e 1 de dezembro, o primeiro encontro gastronómico intitulado por “O valor dos simples: a Natureza à mesa”.
Este projeto insere-se num dos vetores estratégicos do programa, que pretende valorizar economicamente a biodiversidade, procurando gerar novos negócios e fomentar a economia do meio rural. Mas o projeto ambiciona ainda mais: a criação de uma rede local de agentes económicos de vários setores, que passam a trabalhar em conjunto e de forma organizada, procurando desenvolver novos conhecimentos e novas práticas.
Procurando conciliar o vasto conhecimento atual e muitos dos saberes ancestrais, pretende-se manter uma linha permanente de experimentação e inovação gastronómica, com a utilização de um vasto património vegetal presente no território, que permite uma diversificação de sabores à mesa. Neste domínio, estão a decorrer diversos workshops com os profissionais da restauração locais, que vão permitir a criação de novos pratos e a recriação de alguns dos símbolos da gastronomia duriense e transmontana. Associado a este objetivo, o projeto pretende também alertar para as inúmeras vantagens da diversificação e o seu valor nutricional. Assim, diversidade e biodiversidade são um novo conceito na alimentação humana que podem contribuir decisivamente para a melhoria da saúde pública. De destacar a preocupação na utilização de plantas silvestres que perderam espaço nas últimas décadas e que podem voltar a ter uma utilização corrente na nossa alimentação.
O evento que terá no lugar nos dias 30 de novembro e 1 de dezembro servirá sobretudo para dar a conhecer ao público em geral a panóplia de recursos e o valor destas plantas. No primeiro dia do evento estarão reunidas diversas personalidades e especialistas das mais diversas áreas, desde a Biologia à Gastronomia, que vão facultar toda a informação essencial na abordagem desta temática. No segundo dia do evento, os protagonistas serão os restaurantes aderentes e será dedicado à criação dos chefes de cozinha dos restaurantes, com a utilização das plantas na criação de novas ofertas gastronómicas. Uma oportunidade única para partilhar novos sabores e novas sensações à mesa dos ex-líbris da restauração de Vila Real, o destino da biodiversidade.

É dificil mas não impossível, fazer escolhas conscientes enquanto consumidores, nós temos o poder de derrubar as multinacionais que todos os dias se riem na nossa cara e nos metem a mão no bolso


terça-feira, 5 de novembro de 2013

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Gengibre a florir no meu jardim

Nem só de cores de outono vive esta estação, o meu jardim perto de Sintra vive de brancos, vermelhos e roxos e muito, muito verde é claro.





É pena que o olfato não possa ser sentido on-line pois a flor do gengibre exala um perfume doce, suave e ao mesmo tempo quase estonteante de tanta subltileza. A prova do sua doçura foi uma delicada borboleta branca que, ignorando a chuva, por ali ficou horas a fio em extase, aconchegando as suas asas molhadas ao alvo veludo daquela flor como se fossem apenas um ser, e acho que o eram: a flor uma borboleta tentando ganhar asas e a borboleta uma flor elevando-se aos céus.

Propriedades do gengibre

Para os Chineses o rizoma seco e o fresco têm propriedades diferentes, sendo o fresco recomendado para tratar febres, dores musculares, dores de cabeça e constipações, enquanto que o seco é utilizado para aliviar «excesso de frio interno», como pés e mãos frias, pulso fraco e palidez. São no entanto os gingeroles que ao estimularem a salivação, a bílis e as secreções gástricas aliviam vários problemas digestivos, principalmente todo o tipo de enjoos, desde o enjoo de viagem (já os antigos marinheiros chineses o utilizavam para os enjoos de mar), enjoo matinal na
gravidez, enjoo pós –operatório e pós quimioterapia. As suas propriedades antissépticas devem-se ao zingiberene que ajuda a combater infeções gastro - intestinais, intoxicações alimentares gases, cólicas, diarreias, etc.
É um excelente estimulante da circulação, ajudando o sangue a afluir às extremidades do organismo tornando-o muito eficaz contra pés e mãos frias, dores reumáticas e dores nas articulações em geral (aí funcionam muito bem as compressas mornas e as massagens com óleo essencial de gengibre diluído em azeite ou óleo de amêndoas doces), também em dores musculares pois aquecem e relaxam os músculos, para aquecer mãos e pés mergulhá-los numa decocção bem quentinha de gengibre.
As compressas aplicadas sobre o peito são um bom remédio contra a tosse, ajudando a libertar a expetoração e atuando ao mesmo tempo como anti inflamatório. É também considerado um afrodisíaco.
È ainda antioxidante e ajuda a prevenir a agregação de plaquetas, combate a falta de apetite mas é também um remédio para o emagrecimento pois ajuda a fundir as gorduras, é ainda regulador do ciclo menstrual, combatendo também as dores.
Em gargarejo ou em tisana é muito útil para tratar dores de garganta, amigdalites, problemas de rouquidão e perda de voz, combate ainda gripes, rinites, constipações (infusão bem quente com limão e mel) provoca a sudação.

Culinária

O rizoma possuiu um sabor picante que serve para aromatizar todos os tipos de pratos, mas sobretudo os molhos, realçando o sabor dos pratos sem sal.
O gengibre cristalizado já se encontra à venda no nosso país e é uma forma muito agradável de o consumir, especialmente para quem não tolere o seu sabor picante.
Cortado em lascas, raspado ou em pó pode utilizar-se nas sopas, pastelarias e sobremesas várias.
Na preparação de licores, doces, pastas de frutos e compotas.

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Sementes de Portugal: O Projecto

Sementes de Portugal: O Projecto: Nos últimos anos o interesse pela flora autóctone tem crescido junto de um número cada vez maior de interessados e apaixonados pelo seu in...

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Encontro de arte e ambiente no Parque biológico de Gaia


Passei o fim-de-semana no Parque Biológico de Gaia www.parquebiologico.pt/‎.
Local maravilhoso, um enorme pulmão nas redondezas de Gaia.
Estive no encontro da Aspea www.aspea.org/‎ no encontro de arte e ambiente, onde muito se partilharem ideias, gestos, ações, passeios, gargalhadas, sonhos, viagens e boleias.






 E a propósito de Ginkgo aqui fica um pedaço de um artigo que escrevi há uns anos atrás para a revista jardins.www.jardins.com.pt/
Ginkgo biloba é a única espécie do seu género e é a única sobrevivente de um grupo de árvores desaparecidas há milhões de anos. Chama-lhe, por isso, “fóssil vivo” e existem provas de que as mutações que sofreram desde há 200 milhões de anos foram poucas: as suas folhas possuíam nessa época, vários lóbulos, e desde há cerca de 120 milhões de anos que apresentam uma interessante forma bilobada, sendo esta mais pronunciada nas árvores jovens e quase inexistente nas árvores mais velhas.

Características

É da família das Ginkgoaceas, árvores de folha caduca com um ou vários troncos alongados. As folhas têm forma de leque, com veios irradiantes, de cor verde-claro que vai escurecendo nas árvores mais velhas. É resistente à seca, vento e neve, e tem raízes profundas. No Outono transformam-se num exuberante amarelo-dourado. Podem atingir 30 metros de altura, existindo algumas na China com 50 metros. As flores macho e fêmea desenvolvem-se em árvores distintas, sendo o macho o mais utilizado pois os frutos da árvore fêmea exalam um aroma fétido muito desagradável. São de crescimento lento nos primeiros anos. São as árvores ideais para plantar em ruas e jardins públicos pois resistem às tempestades, às pragas e poluição atmosférica, absorvendo o óxido de enxofre dos motores de combustão.

Utilização

O Ginkgo biloba é utilizado pelos chineses há milhares de anos para fins medicinais, e também em algumas cerimónias religiosas e outras celebrações. Na medicina tradicional chinesa as sementes eram utilizadas como um tónico “Yang” dos rins, estimulando a energia sexual e acalmando inflamações da bexiga. As sementes fervidas são utilizadas como chá no tratamento de problemas pulmonares, especialmente asma. No entanto, no Ocidente, as partes mais estudadas e utilizadas são as folhas do Ginkgo que em 1988, na Alemanha, foi o remédio mais receitado pelos naturopatas. Têm-se feito muitas investigações sobre a relação que o extracto de Ginkgo possa ter com a cura ou alívio de Alzheimer, tendo-se comprovado que melhora a irrigação sanguínea cerebral, melhorando o desempenho dos neuro-transmissores e sendo um excelente auxiliar de memória. Melhora problemas circulatórios e declínio das funções mentais. Regula os batimentos cardíacos. Evita a formação de radicais livres responsáveis pelo envelhecimento das células. Tem uma forte acção neuro-protectora. Produz energia devido ao aumento de absorção de glicose nas células. Inibe a agregação de plaquetas. Devido à acção anti-inflamatória e anti-alérgica, é útil no tratamento de asma. É ainda utilizado na prevenção da arteriosclerose. Ajuda  a melhorar a circulação sanguínea das pernas e pés.