quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

AGENDA 2014 PLANTAS MEDICINAIS

Com o Natal a aproximar-se e a  agenda de 2014 "Plantas medicinais, ervas silvestres e flores comestíveis", a desaparecer rapidamente das prateleiras das livrarias, aproveito para lembrar que ainda podem encomendar cópias assinadas. Enquanto se decidem vou revelando mais um pouco dos seu conteúdos.


http://issuu.com/dinalivro/docs/agenda2013


quarta-feira, 27 de novembro de 2013

BIODIVERSIDADE EM VILA REAL PROGRAMA

Programa do evento "O Valor dos Simples: a Natureza à Mesa"

Sábado, 30 de Novembro

Local: Teatro de Vila Real

MANHÃ
09H00 - Receção dos participantes
09H30 – Breve introdução ao encontro. Apresentação da mesa.
10H00 – Filme temático [UTAD]
10H15 –A natureza inspira-nos! Das subtilezas do campo à criatividade na cozinha
[Graça Soares | Ervas Finas, Vila Real]
10H30 – Plantas Bravias Comestíveis e Fruteiras Silvestres
[José Alves Ribeiro [UTAD]
10H45 – As variedades regionais portuguesas, que urge manter ou recuperar
[José Miguel Fonseca] Associação Colher para semear, Figueiró dos Vinhos]
11H00 – Coffee break
11H30 – A Valorização dos Alimentos - da produção ao consumo. Novas filosofias, novos movimentos. [Artur
Cristóvão, CETRAD, Vila Real]
11H45 – A importância da utilização da Biodiversidade com interesse alimentar na gastronomia. Efeitos diretos
e indiretos da sua valorização na economia local.
[António Monteiro, CEGTAD – Confraria dos Enólogos e Gastrónomos de Trás-os-Montes, Mirandela]
12H00 – A importância da utilização da Biodiversidade na gastronomia. Efeitos diretos e indiretos do seu
consumo na saúde das populações. [Ana Sousa, Nutricionista, Vila Real]
12H15 - Debate
12H30 – Almoço temático (Restaurante Panorâmico da UTAD)

TARDE
14H30 – Síntese da manhã. Apresentação do novo painel de comunicações
14H45 – Educar para a mesa: da horta à mesa | do recreio à cantina – Um caso Prático de Pedagogia [Luisa
Queirós, Educadora de Infância, Agrupamento de Escolas D. Dinis, Vila Real]
15H00 – Ecologia, botânica, arte e culinária – A educação como ponto de partida para a valorização.
[Fernanda Botelho, Escritora, Sintra]
15H15 – A valorização da base. A importância económica e social das hortas [Isabel Mourão, ESA/ IPVC;
CIMO]
15H30 – Debate
16H00 – Coffee break
16H30 – O restaurante do futuro. Da valorização das matérias-primas ao enriquecimento dos Menus. [José
Mendes, IDTUR, Aveiro]
16H45 - O valor que se acrescenta com novas ideias – O caso das Urtigas
[Manuel Paraíso, Confraria das Urtigas, Fornos de Algodres]
17H00 – Da Natureza à Mesa – Um desafio para uma Escola cujo lema é “Fazer coisas simples,
extraordinariamente bem!”
[Paulo Vaz | Escola de Hotelaria e Turismo do Douro | Lamego | Turismo de Portugal]
17H30 – Tertúlia
[Fernando Melo, Crítico Gastronómico]
18H30 – Notas Finais. Perspetivas para o futuro. Agradecimentos.
Convite para o Jantar “ Natureza, Arte & Gastronomia”
20H30 – Jantar “ Natureza, Arte & Gastronomia” – Restaurante Panorâmico da UTAD
Grupo Musical
Prosa e Poesia de apresentação livre – (um convite aos N/ talentosos convidados)
Poesia – Miguel Torga

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Luz dourada de outono

É tarde no bosque
tudo é briza, silêncio
e fios de luz que se demoram nas folhas









 Luz lilás aquecendo as urzes,
um sopro de sol deslizando no silêncio do bosque.

 Tarde lenta de árvores gigantes rasgando o azul
  pontes firmes entre o céu e a terra


Cozinhar com pica: três receitas de urtigas - Life&Style

Cozinhar com pica: três receitas de urtigas - Life&Style

Se quiserem saber mais de urtigas podem ainda encontrar outras receitas na minha agenda de 2014



 

RISOTTO DE URTIGAS

INGREDIENTES
4 colheres de sopa de Azeite
3 Cebolinhos picados
2 dentes de Alho picados
4 chávenas de Arroz
1/5 chávena de Vinho branco seco
6 a 7 chávenas de caldo de vegetais
2 chávenas de urtigas cozidas e picadas (correspondendo a cerca de 10 chávenas de urtigas cruas)
1/3 chávena de queijo Parmesão ralado
Sal qb
Pimenta qb
Raspa de 1 limão biológico
1 colher de chá de mistura de Ervas de Provença

Aquecer o azeite num tacho grande, adicionar o alho e o cebolinho e saltear durante 3 a 4 minutos, até estes amaciarem um pouco. Juntar o arroz e mexer durante mais um minuto, até o arroz estar bem envolvido no azeite.
Adicionar o vinho branco e deixar ferver; depois, baixar o lume e continuar a mexer até o vinho ter sido absorvido. Adicionar então uma chávena de caldo de vegetais e mexer frequentemente até este ter sido também absorvido. Repetir o processo com mais umas 5 chávenas de caldo, até o arroz ficar macio e cremoso, não seco. Reduzir o lume para o mínimo e adicionar então as urtigas, mexendo bem para as distribuir uniformemente.
Adicionar o queijo parmesão e um pouco mais de caldo, se o arroz parecer seco. Cozer durante mais uns 3 minutos até o queijo estar derretido. Adicionar o sal, pimenta, ervas e casca de limão ralada fina.
Servir de imediato.







quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Vila Real Gastronómica


VILA REAL ASSUME-SE COMO O DESTINO DOS SABORES DA BIODIVERSIDADE

Primeiro evento gastronómico da biodiversidade decorre no final de novembro

Dando corpo a uma estratégia que pretende fomentar novos nichos de mercado e estimular diversos agentes económicos locais para as potencialidades da biodiversidade, a Câmara Municipal de Vila Real vai organizar, nos dias 30 de novembro e 1 de dezembro, o primeiro encontro gastronómico intitulado por “O valor dos simples: a Natureza à mesa”.
Este projeto insere-se num dos vetores estratégicos do programa, que pretende valorizar economicamente a biodiversidade, procurando gerar novos negócios e fomentar a economia do meio rural. Mas o projeto ambiciona ainda mais: a criação de uma rede local de agentes económicos de vários setores, que passam a trabalhar em conjunto e de forma organizada, procurando desenvolver novos conhecimentos e novas práticas.
Procurando conciliar o vasto conhecimento atual e muitos dos saberes ancestrais, pretende-se manter uma linha permanente de experimentação e inovação gastronómica, com a utilização de um vasto património vegetal presente no território, que permite uma diversificação de sabores à mesa. Neste domínio, estão a decorrer diversos workshops com os profissionais da restauração locais, que vão permitir a criação de novos pratos e a recriação de alguns dos símbolos da gastronomia duriense e transmontana. Associado a este objetivo, o projeto pretende também alertar para as inúmeras vantagens da diversificação e o seu valor nutricional. Assim, diversidade e biodiversidade são um novo conceito na alimentação humana que podem contribuir decisivamente para a melhoria da saúde pública. De destacar a preocupação na utilização de plantas silvestres que perderam espaço nas últimas décadas e que podem voltar a ter uma utilização corrente na nossa alimentação.
O evento que terá no lugar nos dias 30 de novembro e 1 de dezembro servirá sobretudo para dar a conhecer ao público em geral a panóplia de recursos e o valor destas plantas. No primeiro dia do evento estarão reunidas diversas personalidades e especialistas das mais diversas áreas, desde a Biologia à Gastronomia, que vão facultar toda a informação essencial na abordagem desta temática. No segundo dia do evento, os protagonistas serão os restaurantes aderentes e será dedicado à criação dos chefes de cozinha dos restaurantes, com a utilização das plantas na criação de novas ofertas gastronómicas. Uma oportunidade única para partilhar novos sabores e novas sensações à mesa dos ex-líbris da restauração de Vila Real, o destino da biodiversidade.

É dificil mas não impossível, fazer escolhas conscientes enquanto consumidores, nós temos o poder de derrubar as multinacionais que todos os dias se riem na nossa cara e nos metem a mão no bolso


terça-feira, 5 de novembro de 2013

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Gengibre a florir no meu jardim

Nem só de cores de outono vive esta estação, o meu jardim perto de Sintra vive de brancos, vermelhos e roxos e muito, muito verde é claro.





É pena que o olfato não possa ser sentido on-line pois a flor do gengibre exala um perfume doce, suave e ao mesmo tempo quase estonteante de tanta subltileza. A prova do sua doçura foi uma delicada borboleta branca que, ignorando a chuva, por ali ficou horas a fio em extase, aconchegando as suas asas molhadas ao alvo veludo daquela flor como se fossem apenas um ser, e acho que o eram: a flor uma borboleta tentando ganhar asas e a borboleta uma flor elevando-se aos céus.

Propriedades do gengibre

Para os Chineses o rizoma seco e o fresco têm propriedades diferentes, sendo o fresco recomendado para tratar febres, dores musculares, dores de cabeça e constipações, enquanto que o seco é utilizado para aliviar «excesso de frio interno», como pés e mãos frias, pulso fraco e palidez. São no entanto os gingeroles que ao estimularem a salivação, a bílis e as secreções gástricas aliviam vários problemas digestivos, principalmente todo o tipo de enjoos, desde o enjoo de viagem (já os antigos marinheiros chineses o utilizavam para os enjoos de mar), enjoo matinal na
gravidez, enjoo pós –operatório e pós quimioterapia. As suas propriedades antissépticas devem-se ao zingiberene que ajuda a combater infeções gastro - intestinais, intoxicações alimentares gases, cólicas, diarreias, etc.
É um excelente estimulante da circulação, ajudando o sangue a afluir às extremidades do organismo tornando-o muito eficaz contra pés e mãos frias, dores reumáticas e dores nas articulações em geral (aí funcionam muito bem as compressas mornas e as massagens com óleo essencial de gengibre diluído em azeite ou óleo de amêndoas doces), também em dores musculares pois aquecem e relaxam os músculos, para aquecer mãos e pés mergulhá-los numa decocção bem quentinha de gengibre.
As compressas aplicadas sobre o peito são um bom remédio contra a tosse, ajudando a libertar a expetoração e atuando ao mesmo tempo como anti inflamatório. É também considerado um afrodisíaco.
È ainda antioxidante e ajuda a prevenir a agregação de plaquetas, combate a falta de apetite mas é também um remédio para o emagrecimento pois ajuda a fundir as gorduras, é ainda regulador do ciclo menstrual, combatendo também as dores.
Em gargarejo ou em tisana é muito útil para tratar dores de garganta, amigdalites, problemas de rouquidão e perda de voz, combate ainda gripes, rinites, constipações (infusão bem quente com limão e mel) provoca a sudação.

Culinária

O rizoma possuiu um sabor picante que serve para aromatizar todos os tipos de pratos, mas sobretudo os molhos, realçando o sabor dos pratos sem sal.
O gengibre cristalizado já se encontra à venda no nosso país e é uma forma muito agradável de o consumir, especialmente para quem não tolere o seu sabor picante.
Cortado em lascas, raspado ou em pó pode utilizar-se nas sopas, pastelarias e sobremesas várias.
Na preparação de licores, doces, pastas de frutos e compotas.

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Sementes de Portugal: O Projecto

Sementes de Portugal: O Projecto: Nos últimos anos o interesse pela flora autóctone tem crescido junto de um número cada vez maior de interessados e apaixonados pelo seu in...

sexta-feira, 18 de outubro de 2013