Malva sylvestris - por Fernanda Botelho
Plantas Medicinais, Aromáticas, Condimentares, Jardinagem, Ateliers, Cursos, Workshops, Passeios, Agricultura Biológica, Permacultura, Ecologia, Jardins nas Escolas, Jardins Botânicos, Livros, Sites...
terça-feira, 14 de janeiro de 2014
terça-feira, 7 de janeiro de 2014
quarta-feira, 1 de janeiro de 2014
UM 2014 CHEIO DE TRANSPARENTE SERENIDADE E LUMINOSAS GOTAS DE INSPIRAÇÃO
Chovia ontem dia 31 de dezembro, assim como chove hoje dia 1 de janeiro de 2014. Nas abertas saí para a rua e os tímidos raios de sol fizeram cintilar por todo o lado gotículas luminosas, eram as decorações natalícias que não fiz, sabia que a natureza as faria (e muito melhor) por mim.
Gotejavam as primeiras flores lilazes do boldo brasileiro (Plecthrantus barbatus).
Os ramos do (Calistemom citrinus) conhecida por limpa-garrafas, (sabiam que pertence à mesma família que o eucalipto, é uma Mirtácea oriunda da Austrália?) dizia eu que estes também se enfeitaram de chuva e cantaram a sua serena glória num contra-luz cheio de harmonia e elegância.
Gotejavam as primeiras flores lilazes do boldo brasileiro (Plecthrantus barbatus).
As tímidas viloletas (Viola odorata) refrescavam-se deliciadas na chuva miudinha, saindo destemidas do seu escoderijo sob a densa folhagem, e oferecendo-se á decoração de alguma salada ou sobremesa, limitei-me a fotografá-las e elas agradeceram, sempre é mais simpático ser-se fotografado do que que ser-se devorado mesmo que seja com delicadeza, isto numa prespetiva meramente floral, claro está.
Dos ramos da figueira e macieira pendiam mais gotas, transparentes e luminosas como espero que seja para todos este ano de 2014.
Os ramos do (Calistemom citrinus) conhecida por limpa-garrafas, (sabiam que pertence à mesma família que o eucalipto, é uma Mirtácea oriunda da Austrália?) dizia eu que estes também se enfeitaram de chuva e cantaram a sua serena glória num contra-luz cheio de harmonia e elegância.
segunda-feira, 30 de dezembro de 2013
quinta-feira, 26 de dezembro de 2013
E o jardim aqui tão perto
E o jardim aqui tão perto, aqui tão dentro, entra-me pela porta sem pedir licença, sorrateiro em tons de delicados vermelhos e brancos, surpresas de várias formas e texturas. Um pouco arrepiado de frio tal como eu.
Depois da chuva e do vento intenso, a calmaria pousou nas folhas abandonadas no chão, deixando agora sim, a ameixeira, romãzeira e macieira completamente despidas, frias e com troncos ainda gotejantes.
O alecrim Africano (Eriocephalus africanus) que de alecrim não tem nada, é uma Composta ou Asterácea, o alecrim (Rosmarinus officinalis) é uma Labiada ou Lamiácea, o cheiro é completamente diferente e as suas flores muito mais exuberantes, brancas, fazendo lembrar neve. É oriunda da África do sul mas encontrei-a na Madeira onde é conhecida por Mãozinhas-de-nossa-Senhora ou Alecrim-de-nossa-Senhora. Agora em pleno mês de dezembro no meu jardim, está repleto de flores sabe-se lá até quando.
Não resisto à tentação de fotografar as rosas antes e depois, são lindas sempre, vestidas e perfumadas ou despenteadas, desgrenhadas e sem pétalas, continuo a achá-las cheias de charme e dignidade em todas as suas metamorfoses.
Do lado de lá, (ou será do lado de cá)? do vidro agora limpo da porta da cozinha espreitam fetos, em tons de vários verdes emaranhados em jasmins, passifloras e budleias, salpicados de aveludados pontos vermelhos da salva-ananás (Salvia elegans),
Um abacateiro subindo rapidamente, aspirando a trepadeira Afinal não são apenas as pessoas que não se conformama com aquilo que são, imaginem uma árvore as pirando a trepadeira, ágil e veloz abrindo caminho na direção da luz por entre os ramos aparantemente secos do enorme sabugueiro. Enormes geranios madeirenses, antúrios, orquideas e outras relíquias insulares que encontraram em Sintra o lugar ideal para se sentirem em casa e eu a sentir-me na Madeira, obrigada à amigas madeirenses, que maravilha, plantas que nos transportam aos lugares, e eu a julgar que apenas os odores gurdavam em si esse poder de nos fazer viajar no tempo.
E a propósito de odores também por aqui vão eclodindo violas, as odoratas e as tricolore, simpáticas, cheirosas e discretas vão dando ao inverno um ar de alegre leveza.
E como nem só de plantas vivem os jardins, já por cá cantam alguns pássaros, os meus gatos Ari e a Shanti, atentos e sonhando como seria bom ter asas e voar atrás daqueles chilreares.
quarta-feira, 18 de dezembro de 2013
AGENDA 2014 PLANTAS MEDICINAIS
Com o Natal a aproximar-se e a agenda de 2014 "Plantas medicinais, ervas silvestres e flores comestíveis", a desaparecer rapidamente das prateleiras das livrarias, aproveito para lembrar que ainda podem encomendar cópias assinadas. Enquanto se decidem vou revelando mais um pouco dos seu conteúdos.
http://issuu.com/dinalivro/docs/agenda2013
http://issuu.com/dinalivro/docs/agenda2013
quarta-feira, 27 de novembro de 2013
BIODIVERSIDADE EM VILA REAL PROGRAMA
Programa do evento "O Valor dos Simples: a Natureza à Mesa"
Sábado, 30 de Novembro
Local: Teatro de Vila Real
MANHÃ
09H00 - Receção dos participantes
09H30 – Breve introdução ao encontro. Apresentação da mesa.
10H00 – Filme temático [UTAD]
10H15 –A natureza inspira-nos! Das subtilezas do campo à criatividade na cozinha
[Graça Soares | Ervas Finas, Vila Real]
10H30 – Plantas Bravias Comestíveis e Fruteiras Silvestres
[José Alves Ribeiro [UTAD]
10H45 – As variedades regionais portuguesas, que urge manter ou recuperar
[José Miguel Fonseca] Associação Colher para semear, Figueiró dos Vinhos]
11H00 – Coffee break
11H30 – A Valorização dos Alimentos - da produção ao consumo. Novas filosofias, novos movimentos. [Artur
Cristóvão, CETRAD, Vila Real]
11H45 – A importância da utilização da Biodiversidade com interesse alimentar na gastronomia. Efeitos diretos
e indiretos da sua valorização na economia local.
[António Monteiro, CEGTAD – Confraria dos Enólogos e Gastrónomos de Trás-os-Montes, Mirandela]
12H00 – A importância da utilização da Biodiversidade na gastronomia. Efeitos diretos e indiretos do seu
consumo na saúde das populações. [Ana Sousa, Nutricionista, Vila Real]
12H15 - Debate
12H30 – Almoço temático (Restaurante Panorâmico da UTAD)
TARDE
14H30 – Síntese da manhã. Apresentação do novo painel de comunicações
14H45 – Educar para a mesa: da horta à mesa | do recreio à cantina – Um caso Prático de Pedagogia [Luisa
Queirós, Educadora de Infância, Agrupamento de Escolas D. Dinis, Vila Real]
15H00 – Ecologia, botânica, arte e culinária – A educação como ponto de partida para a valorização.
[Fernanda Botelho, Escritora, Sintra]
15H15 – A valorização da base. A importância económica e social das hortas [Isabel Mourão, ESA/ IPVC;
CIMO]
15H30 – Debate
16H00 – Coffee break
16H30 – O restaurante do futuro. Da valorização das matérias-primas ao enriquecimento dos Menus. [José
Mendes, IDTUR, Aveiro]
16H45 - O valor que se acrescenta com novas ideias – O caso das Urtigas
[Manuel Paraíso, Confraria das Urtigas, Fornos de Algodres]
17H00 – Da Natureza à Mesa – Um desafio para uma Escola cujo lema é “Fazer coisas simples,
extraordinariamente bem!”
[Paulo Vaz | Escola de Hotelaria e Turismo do Douro | Lamego | Turismo de Portugal]
17H30 – Tertúlia
[Fernando Melo, Crítico Gastronómico]
18H30 – Notas Finais. Perspetivas para o futuro. Agradecimentos.
Convite para o Jantar “ Natureza, Arte & Gastronomia”
20H30 – Jantar “ Natureza, Arte & Gastronomia” – Restaurante Panorâmico da UTAD
Grupo Musical
Prosa e Poesia de apresentação livre – (um convite aos N/ talentosos convidados)
Poesia – Miguel Torga
Sábado, 30 de Novembro
Local: Teatro de Vila Real
MANHÃ
09H00 - Receção dos participantes
09H30 – Breve introdução ao encontro. Apresentação da mesa.
10H00 – Filme temático [UTAD]
10H15 –A natureza inspira-nos! Das subtilezas do campo à criatividade na cozinha
[Graça Soares | Ervas Finas, Vila Real]
10H30 – Plantas Bravias Comestíveis e Fruteiras Silvestres
[José Alves Ribeiro [UTAD]
10H45 – As variedades regionais portuguesas, que urge manter ou recuperar
[José Miguel Fonseca] Associação Colher para semear, Figueiró dos Vinhos]
11H00 – Coffee break
11H30 – A Valorização dos Alimentos - da produção ao consumo. Novas filosofias, novos movimentos. [Artur
Cristóvão, CETRAD, Vila Real]
11H45 – A importância da utilização da Biodiversidade com interesse alimentar na gastronomia. Efeitos diretos
e indiretos da sua valorização na economia local.
[António Monteiro, CEGTAD – Confraria dos Enólogos e Gastrónomos de Trás-os-Montes, Mirandela]
12H00 – A importância da utilização da Biodiversidade na gastronomia. Efeitos diretos e indiretos do seu
consumo na saúde das populações. [Ana Sousa, Nutricionista, Vila Real]
12H15 - Debate
12H30 – Almoço temático (Restaurante Panorâmico da UTAD)
TARDE
14H30 – Síntese da manhã. Apresentação do novo painel de comunicações
14H45 – Educar para a mesa: da horta à mesa | do recreio à cantina – Um caso Prático de Pedagogia [Luisa
Queirós, Educadora de Infância, Agrupamento de Escolas D. Dinis, Vila Real]
15H00 – Ecologia, botânica, arte e culinária – A educação como ponto de partida para a valorização.
[Fernanda Botelho, Escritora, Sintra]
15H15 – A valorização da base. A importância económica e social das hortas [Isabel Mourão, ESA/ IPVC;
CIMO]
15H30 – Debate
16H00 – Coffee break
16H30 – O restaurante do futuro. Da valorização das matérias-primas ao enriquecimento dos Menus. [José
Mendes, IDTUR, Aveiro]
16H45 - O valor que se acrescenta com novas ideias – O caso das Urtigas
[Manuel Paraíso, Confraria das Urtigas, Fornos de Algodres]
17H00 – Da Natureza à Mesa – Um desafio para uma Escola cujo lema é “Fazer coisas simples,
extraordinariamente bem!”
[Paulo Vaz | Escola de Hotelaria e Turismo do Douro | Lamego | Turismo de Portugal]
17H30 – Tertúlia
[Fernando Melo, Crítico Gastronómico]
18H30 – Notas Finais. Perspetivas para o futuro. Agradecimentos.
Convite para o Jantar “ Natureza, Arte & Gastronomia”
20H30 – Jantar “ Natureza, Arte & Gastronomia” – Restaurante Panorâmico da UTAD
Grupo Musical
Prosa e Poesia de apresentação livre – (um convite aos N/ talentosos convidados)
Poesia – Miguel Torga
terça-feira, 26 de novembro de 2013
Luz dourada de outono
É tarde no bosque
tudo é briza, silêncio
e fios de luz que se demoram nas folhas
um sopro de sol deslizando no silêncio do bosque.
Tarde lenta de árvores gigantes rasgando o azul
pontes firmes entre o céu e a terra
Cozinhar com pica: três receitas de urtigas - Life&Style
Cozinhar com pica: três receitas de urtigas - Life&Style
Se quiserem saber mais de urtigas podem ainda encontrar outras receitas na minha agenda de 2014
RISOTTO DE URTIGAS
INGREDIENTES
4 colheres de sopa de Azeite
3 Cebolinhos picados
2 dentes de Alho picados
4 chávenas de Arroz
1/5 chávena de Vinho branco seco
6 a 7 chávenas de caldo de vegetais
2 chávenas de urtigas cozidas e picadas
(correspondendo a cerca de 10 chávenas de urtigas cruas)
1/3 chávena de queijo Parmesão ralado
Sal qb
Pimenta qb
Raspa de 1 limão biológico
1 colher de chá de mistura de Ervas de
Provença
Aquecer o azeite num tacho grande,
adicionar o alho e o cebolinho e saltear durante 3 a 4 minutos, até estes
amaciarem um pouco. Juntar o arroz e mexer durante mais um minuto, até o arroz
estar bem envolvido no azeite.
Adicionar o vinho branco e deixar
ferver; depois, baixar o lume e continuar a mexer até o vinho ter sido
absorvido. Adicionar então uma chávena de caldo de vegetais e mexer
frequentemente até este ter sido também absorvido. Repetir o processo com mais
umas 5 chávenas de caldo, até o arroz ficar macio e cremoso, não seco. Reduzir
o lume para o mínimo e adicionar então as urtigas, mexendo bem para as
distribuir uniformemente.
Adicionar o queijo parmesão e um pouco
mais de caldo, se o arroz parecer seco. Cozer durante mais uns 3 minutos até o
queijo estar derretido. Adicionar o sal, pimenta, ervas e casca de limão ralada
fina.
Servir de imediato.
quarta-feira, 20 de novembro de 2013
Vila Real Gastronómica
VILA REAL ASSUME-SE COMO O DESTINO DOS SABORES DA BIODIVERSIDADE
Primeiro evento gastronómico da biodiversidade decorre no final de novembro
Dando corpo a uma estratégia que pretende fomentar novos nichos de mercado e estimular diversos agentes económicos locais para as potencialidades da biodiversidade, a Câmara Municipal de Vila Real vai organizar, nos dias 30 de novembro e 1 de dezembro, o primeiro encontro gastronómico intitulado por “O valor dos simples: a Natureza à mesa”.
Este projeto insere-se num dos vetores estratégicos do programa, que pretende valorizar economicamente a biodiversidade, procurando gerar novos negócios e fomentar a economia do meio rural. Mas o projeto ambiciona ainda mais: a criação de uma rede local de agentes económicos de vários setores, que passam a trabalhar em conjunto e de forma organizada, procurando desenvolver novos conhecimentos e novas práticas.
Procurando conciliar o vasto conhecimento atual e muitos dos saberes ancestrais, pretende-se manter uma linha permanente de experimentação e inovação gastronómica, com a utilização de um vasto património vegetal presente no território, que permite uma diversificação de sabores à mesa. Neste domínio, estão a decorrer diversos workshops com os profissionais da restauração locais, que vão permitir a criação de novos pratos e a recriação de alguns dos símbolos da gastronomia duriense e transmontana. Associado a este objetivo, o projeto pretende também alertar para as inúmeras vantagens da diversificação e o seu valor nutricional. Assim, diversidade e biodiversidade são um novo conceito na alimentação humana que podem contribuir decisivamente para a melhoria da saúde pública. De destacar a preocupação na utilização de plantas silvestres que perderam espaço nas últimas décadas e que podem voltar a ter uma utilização corrente na nossa alimentação.
O evento que terá no lugar nos dias 30 de novembro e 1 de dezembro servirá sobretudo para dar a conhecer ao público em geral a panóplia de recursos e o valor destas plantas. No primeiro dia do evento estarão reunidas diversas personalidades e especialistas das mais diversas áreas, desde a Biologia à Gastronomia, que vão facultar toda a informação essencial na abordagem desta temática. No segundo dia do evento, os protagonistas serão os restaurantes aderentes e será dedicado à criação dos chefes de cozinha dos restaurantes, com a utilização das plantas na criação de novas ofertas gastronómicas. Uma oportunidade única para partilhar novos sabores e novas sensações à mesa dos ex-líbris da restauração de Vila Real, o destino da biodiversidade.
Primeiro evento gastronómico da biodiversidade decorre no final de novembro
Dando corpo a uma estratégia que pretende fomentar novos nichos de mercado e estimular diversos agentes económicos locais para as potencialidades da biodiversidade, a Câmara Municipal de Vila Real vai organizar, nos dias 30 de novembro e 1 de dezembro, o primeiro encontro gastronómico intitulado por “O valor dos simples: a Natureza à mesa”.
Este projeto insere-se num dos vetores estratégicos do programa, que pretende valorizar economicamente a biodiversidade, procurando gerar novos negócios e fomentar a economia do meio rural. Mas o projeto ambiciona ainda mais: a criação de uma rede local de agentes económicos de vários setores, que passam a trabalhar em conjunto e de forma organizada, procurando desenvolver novos conhecimentos e novas práticas.
Procurando conciliar o vasto conhecimento atual e muitos dos saberes ancestrais, pretende-se manter uma linha permanente de experimentação e inovação gastronómica, com a utilização de um vasto património vegetal presente no território, que permite uma diversificação de sabores à mesa. Neste domínio, estão a decorrer diversos workshops com os profissionais da restauração locais, que vão permitir a criação de novos pratos e a recriação de alguns dos símbolos da gastronomia duriense e transmontana. Associado a este objetivo, o projeto pretende também alertar para as inúmeras vantagens da diversificação e o seu valor nutricional. Assim, diversidade e biodiversidade são um novo conceito na alimentação humana que podem contribuir decisivamente para a melhoria da saúde pública. De destacar a preocupação na utilização de plantas silvestres que perderam espaço nas últimas décadas e que podem voltar a ter uma utilização corrente na nossa alimentação.
O evento que terá no lugar nos dias 30 de novembro e 1 de dezembro servirá sobretudo para dar a conhecer ao público em geral a panóplia de recursos e o valor destas plantas. No primeiro dia do evento estarão reunidas diversas personalidades e especialistas das mais diversas áreas, desde a Biologia à Gastronomia, que vão facultar toda a informação essencial na abordagem desta temática. No segundo dia do evento, os protagonistas serão os restaurantes aderentes e será dedicado à criação dos chefes de cozinha dos restaurantes, com a utilização das plantas na criação de novas ofertas gastronómicas. Uma oportunidade única para partilhar novos sabores e novas sensações à mesa dos ex-líbris da restauração de Vila Real, o destino da biodiversidade.
terça-feira, 19 de novembro de 2013
terça-feira, 5 de novembro de 2013
O JARDIM ASSOMBRADO: A COLECCIONADORA DE ERVAS
O JARDIM ASSOMBRADO: A COLECCIONADORA DE ERVAS: A alfarroba é uma fonte importante de pectina e cálcio. Os frutos do morangueiro são ricos em vitaminas e sais minerais. A urti...
sexta-feira, 25 de outubro de 2013
Gengibre a florir no meu jardim
Nem só de cores de outono vive esta estação, o meu jardim perto de Sintra vive de brancos, vermelhos e roxos e muito, muito verde é claro.
É pena que o olfato não possa ser sentido on-line pois a flor do gengibre exala um perfume doce, suave e ao mesmo tempo quase estonteante de tanta subltileza. A prova do sua doçura foi uma delicada borboleta branca que, ignorando a chuva, por ali ficou horas a fio em extase, aconchegando as suas asas molhadas ao alvo veludo daquela flor como se fossem apenas um ser, e acho que o eram: a flor uma borboleta tentando ganhar asas e a borboleta uma flor elevando-se aos céus.
gravidez, enjoo pós –operatório e pós quimioterapia. As suas propriedades antissépticas devem-se ao zingiberene que ajuda a combater infeções gastro - intestinais, intoxicações alimentares gases, cólicas, diarreias, etc.
Propriedades do gengibre
Para os Chineses o rizoma seco e o fresco têm propriedades diferentes, sendo o fresco recomendado para tratar febres, dores musculares, dores de cabeça e constipações, enquanto que o seco é utilizado para aliviar «excesso de frio interno», como pés e mãos frias, pulso fraco e palidez. São no entanto os gingeroles que ao estimularem a salivação, a bílis e as secreções gástricas aliviam vários problemas digestivos, principalmente todo o tipo de enjoos, desde o enjoo de viagem (já os antigos marinheiros chineses o utilizavam para os enjoos de mar), enjoo matinal nagravidez, enjoo pós –operatório e pós quimioterapia. As suas propriedades antissépticas devem-se ao zingiberene que ajuda a combater infeções gastro - intestinais, intoxicações alimentares gases, cólicas, diarreias, etc.
É um excelente estimulante da
circulação, ajudando o sangue a afluir às extremidades do organismo tornando-o
muito eficaz contra pés e mãos frias, dores reumáticas e dores nas articulações
em geral (aí funcionam muito bem as compressas mornas e as massagens com óleo
essencial de gengibre diluído em azeite ou óleo de amêndoas doces), também em
dores musculares pois aquecem e relaxam os músculos, para aquecer mãos e pés
mergulhá-los numa decocção bem quentinha de gengibre.
As compressas aplicadas sobre
o peito são um bom remédio contra a tosse, ajudando a libertar a expetoração e atuando
ao mesmo tempo como anti inflamatório. É também considerado um afrodisíaco.
È ainda antioxidante e ajuda
a prevenir a agregação de plaquetas, combate a falta de apetite mas é também um
remédio para o emagrecimento pois ajuda a fundir as gorduras, é ainda regulador
do ciclo menstrual, combatendo também as dores.
Em gargarejo ou em tisana é
muito útil para tratar dores de garganta, amigdalites, problemas de rouquidão e
perda de voz, combate ainda gripes, rinites, constipações (infusão bem quente
com limão e mel) provoca a sudação.
Culinária
O rizoma possuiu um sabor
picante que serve para aromatizar todos os tipos de pratos, mas sobretudo os
molhos, realçando o sabor dos pratos sem sal.
O gengibre cristalizado já se
encontra à venda no nosso país e é uma forma muito agradável de o consumir,
especialmente para quem não tolere o seu sabor picante.
Cortado em lascas, raspado ou
em pó pode utilizar-se nas sopas, pastelarias e sobremesas várias.
Na preparação de licores,
doces, pastas de frutos e compotas.
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