quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Plantas aromáticas, medicinais e condimentares: Biofach 2014

Plantas aromáticas, medicinais e condimentares: Biofach 2014: Já passaram 10 anos desde que fui pela primeira vez à Biofach , a feira de referência mundial dos produtos de agricultura biológica. Repres...

O Castanheiro-da-Índia Tira-me do Sério

O Castanheiro-da-Índia Tira-me do Sério

E a mim fascina-me, assim como muitas outras árvores imponentes.











Os castanheiros podem viver muitos anos e em alguns casos atingir 1000 anos de vida, com a idade, o tronco torna-se oco.
Julgo existir ainda na Secília, nas encostas do Etna, um castanheiro cujo tronco servia de abrigo a um rebanho de ovelhas e que segundo contavam os camponeses teria cerca de 4000 anos.
O castanheiro-cumum (Castanea sativa) é da família das Fagáceas onde também pertencem os carvalhos e as faias e não deve confundir-se com o castanheiro-da-Índia (Aesculus hippocastanum) que é da família das Hipocastanáceas e é mais plantado como árvore ornamental em parques e avenidas de belíssimas folhas palmadas e flores brancas manchadas de amarelo e vermelho, uma das primeiras a desabrochar na Primavera. As suas folhas apresentam no entanto propriedades muito semelhantes às do castanheiro cumum mas as castanhas são muito mais amargas e tóxicas.










domingo, 2 de fevereiro de 2014

Sementes de Portugal: Paz, Amor e Murta

Sementes de Portugal: Paz, Amor e Murta: Se evidências faltassem de que a historia da Humanidade não é um continuo avolumar de conhecimento adquirido pelas gerações anteriores, ...

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

UM 2014 CHEIO DE TRANSPARENTE SERENIDADE E LUMINOSAS GOTAS DE INSPIRAÇÃO

Chovia ontem dia 31 de dezembro, assim como chove hoje dia 1 de janeiro de 2014. Nas abertas saí para a rua e os tímidos raios de sol fizeram cintilar por todo o lado gotículas luminosas, eram as decorações natalícias que não fiz, sabia que a natureza as faria (e muito melhor) por mim.
Gotejavam as primeiras flores lilazes do boldo brasileiro (Plecthrantus barbatus).




As tímidas viloletas (Viola odorata) refrescavam-se  deliciadas na chuva miudinha, saindo destemidas do seu escoderijo sob a densa folhagem, e oferecendo-se á decoração de alguma salada ou sobremesa, limitei-me a fotografá-las e elas agradeceram, sempre é mais simpático ser-se fotografado do que que ser-se devorado mesmo que seja com delicadeza, isto numa prespetiva meramente floral, claro está.



Dos ramos da figueira e macieira pendiam mais gotas, transparentes e luminosas como espero que seja para todos este ano de 2014.





Os ramos do (Calistemom citrinus) conhecida por limpa-garrafas, (sabiam que pertence à mesma família que o eucalipto, é uma Mirtácea oriunda da Austrália?) dizia eu que estes também se enfeitaram de chuva e cantaram a sua serena glória num contra-luz cheio de harmonia e elegância.




quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

E o jardim aqui tão perto





E o jardim aqui tão perto, aqui tão dentro, entra-me pela porta sem pedir licença, sorrateiro em tons de delicados vermelhos e brancos, surpresas de várias formas e texturas. Um pouco arrepiado de frio tal como eu.

Depois da chuva e do vento intenso, a calmaria pousou nas folhas abandonadas no chão, deixando agora sim, a ameixeira, romãzeira e macieira completamente despidas, frias e com troncos ainda gotejantes.


O abutilon no entanto não deixou cair a folha e exuberou-se numa profusão de flores de uma cor que não tem nome, entre roxo, lilás e rosa forte, grandes estiletes a abarrotar de pólen, não vão as abelhas esfomear-se e querer sair da colmeia mesmo no frio do inverno, é para isso que servem estas fotogénicas flores, que nunca se cansam de me encantar nem se fartam de florir sem parar.



Deve ser para competir com a vizinha do lado, outra Malvácea de delicadas florzinhas vermelhas, semelhantes a hibiscos miniatura, cuja semente se assemelha aos "queijinhos" da malva (Malva sylvestris)



O alecrim Africano (Eriocephalus africanus) que de alecrim não tem nada, é uma Composta ou Asterácea, o alecrim (Rosmarinus officinalis) é uma Labiada ou Lamiácea, o cheiro é completamente diferente e as suas flores muito mais exuberantes, brancas, fazendo lembrar neve. É oriunda da África do sul mas encontrei-a na Madeira onde é conhecida por Mãozinhas-de-nossa-Senhora ou Alecrim-de-nossa-Senhora. Agora em pleno mês de dezembro no meu jardim, está repleto de flores sabe-se lá até quando.


Num vaso uma manuka enorme julgando-se na Nova Zelândia, encheu-se de flores que as floristas cobiçam mas também as abelhas, eu adoro o perfume das flores e folhas desta delicada planta da família das Mirtáceas.



Não resisto à tentação de fotografar as rosas antes e depois, são lindas sempre, vestidas e perfumadas ou despenteadas, desgrenhadas e sem pétalas, continuo a achá-las cheias de charme e dignidade em todas as suas metamorfoses.






Do lado de lá, (ou será do lado de cá)? do vidro agora limpo da porta da cozinha espreitam fetos, em tons de vários verdes emaranhados em jasmins, passifloras e budleias, salpicados de aveludados pontos vermelhos da salva-ananás (Salvia elegans),




 Um abacateiro subindo rapidamente, aspirando a trepadeira  Afinal não são apenas as pessoas que não se conformama com aquilo que são, imaginem uma árvore as pirando a trepadeira, ágil e veloz abrindo caminho na direção da luz por entre os ramos aparantemente secos do enorme sabugueiro. Enormes geranios madeirenses, antúrios, orquideas e outras relíquias insulares que encontraram em Sintra o lugar ideal para se sentirem em casa e eu a sentir-me na Madeira, obrigada à amigas madeirenses, que maravilha, plantas que nos transportam aos lugares, e eu a julgar que apenas os odores gurdavam em si esse poder de nos fazer viajar no tempo.

E a propósito de odores também por aqui vão eclodindo violas, as odoratas e as tricolore, simpáticas, cheirosas e discretas vão dando ao inverno um ar de alegre leveza.





E como nem só de plantas vivem os jardins, já por cá cantam alguns pássaros, os meus gatos Ari e a Shanti, atentos e sonhando como seria bom ter asas e voar atrás daqueles chilreares.










quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

AGENDA 2014 PLANTAS MEDICINAIS

Com o Natal a aproximar-se e a  agenda de 2014 "Plantas medicinais, ervas silvestres e flores comestíveis", a desaparecer rapidamente das prateleiras das livrarias, aproveito para lembrar que ainda podem encomendar cópias assinadas. Enquanto se decidem vou revelando mais um pouco dos seu conteúdos.


http://issuu.com/dinalivro/docs/agenda2013


quarta-feira, 27 de novembro de 2013

BIODIVERSIDADE EM VILA REAL PROGRAMA

Programa do evento "O Valor dos Simples: a Natureza à Mesa"

Sábado, 30 de Novembro

Local: Teatro de Vila Real

MANHÃ
09H00 - Receção dos participantes
09H30 – Breve introdução ao encontro. Apresentação da mesa.
10H00 – Filme temático [UTAD]
10H15 –A natureza inspira-nos! Das subtilezas do campo à criatividade na cozinha
[Graça Soares | Ervas Finas, Vila Real]
10H30 – Plantas Bravias Comestíveis e Fruteiras Silvestres
[José Alves Ribeiro [UTAD]
10H45 – As variedades regionais portuguesas, que urge manter ou recuperar
[José Miguel Fonseca] Associação Colher para semear, Figueiró dos Vinhos]
11H00 – Coffee break
11H30 – A Valorização dos Alimentos - da produção ao consumo. Novas filosofias, novos movimentos. [Artur
Cristóvão, CETRAD, Vila Real]
11H45 – A importância da utilização da Biodiversidade com interesse alimentar na gastronomia. Efeitos diretos
e indiretos da sua valorização na economia local.
[António Monteiro, CEGTAD – Confraria dos Enólogos e Gastrónomos de Trás-os-Montes, Mirandela]
12H00 – A importância da utilização da Biodiversidade na gastronomia. Efeitos diretos e indiretos do seu
consumo na saúde das populações. [Ana Sousa, Nutricionista, Vila Real]
12H15 - Debate
12H30 – Almoço temático (Restaurante Panorâmico da UTAD)

TARDE
14H30 – Síntese da manhã. Apresentação do novo painel de comunicações
14H45 – Educar para a mesa: da horta à mesa | do recreio à cantina – Um caso Prático de Pedagogia [Luisa
Queirós, Educadora de Infância, Agrupamento de Escolas D. Dinis, Vila Real]
15H00 – Ecologia, botânica, arte e culinária – A educação como ponto de partida para a valorização.
[Fernanda Botelho, Escritora, Sintra]
15H15 – A valorização da base. A importância económica e social das hortas [Isabel Mourão, ESA/ IPVC;
CIMO]
15H30 – Debate
16H00 – Coffee break
16H30 – O restaurante do futuro. Da valorização das matérias-primas ao enriquecimento dos Menus. [José
Mendes, IDTUR, Aveiro]
16H45 - O valor que se acrescenta com novas ideias – O caso das Urtigas
[Manuel Paraíso, Confraria das Urtigas, Fornos de Algodres]
17H00 – Da Natureza à Mesa – Um desafio para uma Escola cujo lema é “Fazer coisas simples,
extraordinariamente bem!”
[Paulo Vaz | Escola de Hotelaria e Turismo do Douro | Lamego | Turismo de Portugal]
17H30 – Tertúlia
[Fernando Melo, Crítico Gastronómico]
18H30 – Notas Finais. Perspetivas para o futuro. Agradecimentos.
Convite para o Jantar “ Natureza, Arte & Gastronomia”
20H30 – Jantar “ Natureza, Arte & Gastronomia” – Restaurante Panorâmico da UTAD
Grupo Musical
Prosa e Poesia de apresentação livre – (um convite aos N/ talentosos convidados)
Poesia – Miguel Torga

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Luz dourada de outono

É tarde no bosque
tudo é briza, silêncio
e fios de luz que se demoram nas folhas









 Luz lilás aquecendo as urzes,
um sopro de sol deslizando no silêncio do bosque.

 Tarde lenta de árvores gigantes rasgando o azul
  pontes firmes entre o céu e a terra


Cozinhar com pica: três receitas de urtigas - Life&Style

Cozinhar com pica: três receitas de urtigas - Life&Style

Se quiserem saber mais de urtigas podem ainda encontrar outras receitas na minha agenda de 2014



 

RISOTTO DE URTIGAS

INGREDIENTES
4 colheres de sopa de Azeite
3 Cebolinhos picados
2 dentes de Alho picados
4 chávenas de Arroz
1/5 chávena de Vinho branco seco
6 a 7 chávenas de caldo de vegetais
2 chávenas de urtigas cozidas e picadas (correspondendo a cerca de 10 chávenas de urtigas cruas)
1/3 chávena de queijo Parmesão ralado
Sal qb
Pimenta qb
Raspa de 1 limão biológico
1 colher de chá de mistura de Ervas de Provença

Aquecer o azeite num tacho grande, adicionar o alho e o cebolinho e saltear durante 3 a 4 minutos, até estes amaciarem um pouco. Juntar o arroz e mexer durante mais um minuto, até o arroz estar bem envolvido no azeite.
Adicionar o vinho branco e deixar ferver; depois, baixar o lume e continuar a mexer até o vinho ter sido absorvido. Adicionar então uma chávena de caldo de vegetais e mexer frequentemente até este ter sido também absorvido. Repetir o processo com mais umas 5 chávenas de caldo, até o arroz ficar macio e cremoso, não seco. Reduzir o lume para o mínimo e adicionar então as urtigas, mexendo bem para as distribuir uniformemente.
Adicionar o queijo parmesão e um pouco mais de caldo, se o arroz parecer seco. Cozer durante mais uns 3 minutos até o queijo estar derretido. Adicionar o sal, pimenta, ervas e casca de limão ralada fina.
Servir de imediato.