Ainda a digerir a minha viajem ao Faial e o grande remoinho interno que os veleiros causam em mim.
Fico sem tempo, com o passado e o presente diluidos numa uma vivência, mais passado que presente, sento-me a observar aquele ritmo de viajantes-aventureiros que outrora também fui e que agora revivo intensamente com um nó na garganta e uma sensação de EU um pouco torbulenta como as tempestades no mar.
Agora sou da TERRA com um passado no MAR e uma vontade imensa de voltar a ser destemida, aventureira, solitária, afoita, sentir-me imortal e valente.
Percebo agora ao escrever estas palavras que talvez muito do que agora sou foi moldado no mar.
Dois anos e meio num veleiro de 8 metros aos vinte e um anos com um Hervé de 25 tem de deixar marcas na nossa pele, nos nossos pés, na minha pegada ecológica, da qual me orgulho todos os dias.
E eu que vim aqui com a intenção de escrever para me queixar que na minha ausência de 5 dias nos Açores a primavera sorrateira e sem avisar se veio instalar no meu jardim.
De repente a ameixeira parece ter ficado maior ao encher-se de flores e quase logo de seguida de viçosas folhas, a maceira deu primeiro à luz as folhas e poucas flores este ano, será que vou ter maçãs?
A romanzeira cobriu-se de delicadas folhinhas vermelhas, as frésias desataram a florir num festival multicolor muitissimo aromático, o jasmim então nem se fala, parede branca de cachos perfumados a entrarem quase pela porta da cozinha.
Quem vai entrar pela porta da cozinha é o sabugueiro todo inclinado a desviar-se do abacateiro que lhe está querendo roubar espaço, luz e altura. Mas elas adaptam-se, moldam-se, cedem...somos tão parecidos com as plantas, nunca me canso de comtemplar tal maravilha.
Malva sylvestris - por Fernanda Botelho
Plantas Medicinais, Aromáticas, Condimentares, Jardinagem, Ateliers, Cursos, Workshops, Passeios, Agricultura Biológica, Permacultura, Ecologia, Jardins nas Escolas, Jardins Botânicos, Livros, Sites...
domingo, 30 de março de 2014
domingo, 16 de março de 2014
Garfadas on line: A Farinha Alimentícia Serpentina AFINAL A RAIZ DOS JARROS É UTILIZADA, APENAS FOLHAS E FLORES SÃO TÒXICAS
Garfadas on line: A Farinha Alimentícia Serpentina: Na procura de informação sobre os licores açorianos fui alertada por amigos [1] para a publicidade à «Farinha Serpentina». Foi preci...
terça-feira, 4 de março de 2014
Passeio de reconhecimento de plantas medicinais em Cascais
Sabia que a morugem é deliciosa em saladas e sopas e tem o nome de Stellaria media pois a sua pequenina flor branca faz lembrar uma estrela? E que a flor de sabugueiro (Sambucus nigra) faz uma excelente infusão para tratar tosses e gripes? E que as folhas tenras das silvas (Rubus fruticosus) tratam a diarreia? E que a cavalinha (Equisetum arvensis) e as urtigas (Urtica dioica)
têm dezenas de utilizações? Para descobrir estes pequenos segredos da
Natureza, e outros, participe neste passeio botânico de reconhecimento
de plantas medicinais e ervas silvestres comestíveis. Formadora:
Fernanda Botelho.
Participação: 8,5€
Local de encontro: Entrada principal da quinta do Pisão – Parque de Natureza
Inscrições | Informações: Através do email atividadesnatureza@cascaisambiente.pt ou 214604230
Participação: 8,5€
Local de encontro: Entrada principal da quinta do Pisão – Parque de Natureza
Inscrições | Informações: Através do email atividadesnatureza@cascaisambiente.pt ou 214604230
Violetas no Botânico
Aqui ficam algumas fotos do fim-de-semana passado entre violetas e amantes de violetas.
O Luís Mendonça de Carvalho foi incansável na organização.
O jardim botânico cedeu a sala, os entusiastas convidados vieram de Inglaterra dos http://www.grovesnurseries.co.uk/ falar-nos sobre violetas dos Andes que mais parecem catus mas são violetas, de França veio a Hélene da casa da violeta www.lamaisondelaviolette.com
O Luís Mendonça de Carvalho foi incansável na organização.
Os meetings
sobre violetas são reuniões internacionais que reúnem amadores e
profissionais que se interessam pelo cultivo e pela história das
violetas (simples ou de Parma). Estes encontros iniciaram-se em 1995 e
foram realizados nas seguintes cidades: 1995 Washington (E.U.A.); 1996
San Francisco (E.U.A.); 1997 Devon (Reino Unido); 1998 Udine (Itália);
1998 Nova Iorque (E.U.A); 1999 Toulouse (França); 2004 Toulouse (França); 2007 Beja (Portugal); 2009 Parma (Itália); 2014 Lisboa (Portugal)
O meeting encontra-se aberto à participação de todos.
O meeting encontra-se aberto à participação de todos.
The
international violet meetings are occasions when people who study and
cultivate violets come together and share their knowledge and expertise.
The violet meetings began in 1995 and they were held at: 1995
Washington (U.S.); 1996 San Francisco (U.S.); 1997 Devon (United
Kingdom); 1998 Udine (Italy); 1998 New York (U.S.); 1999 Toulouse
(France); 2004 Toulouse (France); 2007 Beja (Portugal); 2009 Parma (Italy); 2014 Lisboa (Portugal).
The meeting is open to all people.
The meeting is open to all people.
![]() |
| Luis Mendonça de Carvalho oferecendo violetas portuguesas aos convidados ingleses |
![]() |
| Convidados ingleses, francese e portugueses, a Graça Saraiva https://pt-pt.facebook.com/ErvasFinas.segredos.que.se.comem |
![]() |
| Luís Mendonça de Carvalho, Graça Saraiva, Elen de Toulouse e... |
| Um belo cesto de violetas perfumadas. |
| Viola escondidensis, uma das muitas violetas dos Andes que descobri e que se podem encontrar entre a Argentina e o Chile, fiquei com vontade de lá voltar |
| Viola coronífera |
Depois do encontro fomos passear para a Baixa de Lisboa, visitamos a loja das sementes, compramos noz de cola aos simpáticos guineenses e ainda houve tempo para uma visita à loja das especiarias.
| herbário do jardim botânico |
| loja das especiarias |
| noz de cola |
domingo, 16 de fevereiro de 2014
quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014
Amarelo invadindo o inverno
É quinta-feira, dia de sol, aleluia! duas horas de sol intermitente, os pássaros chilream, a alma alegra-se, o jardim ilumina-se e o amarelo dos campos acende-se.
| Perfil de um narciso, não fosse ele sempre a querer ser o primeiro e mais vistoso a espreitar os dias curtos. |
| Oxalis ou azedas, convenhámos que enchem os campos e jardins de um amarelo quase ofuscante. | Como muitos sabem no entanto esta é uma planta muito invasora, para mais informações sobre o que são plantas invasoras consulte www.invasoras.uc.pt |
Contemplando de perto este momento que se adivinha fugaz, constatei que tudo era amarelo e verde mas sobretudo amarelo, ora espreitem:
| Camomila sp. | Para identificação botânica precisa consulte www.flora-on.pt |
| Tojo fotografado na Tojeira de onde suponho deriva o seu nome. |
| Acácia invasora de pinhais e bosques www.invasoras.uc.pt |
| Isto não é um dente-de-leão como é comum ser confundido.Isto é uma seralha, Latuca sp |
| Campo salpicado de calêndulas silvestres também conhecida por erva-vaqueira (Calendula arvensis) |
| Calêndulas silvestres também conhecida por erva-vaqueira (Calendula arvensis) |
| Acácia invasora de pinhais e bosques www.invasoras.uc.pt |
| Desconheço o nome mas suspeito que também conste da lista de invasoras www.invasoras.uc.pt |
terça-feira, 11 de fevereiro de 2014
Pinceladas de vermelho nos dias cinzentos
Os delicados recortes dos pelargónios, exibindo a sua penugem na manhã chuvosa, nos dias cinzentos.Enquanto a chuva dura, dura e fria, os dias cinzentos deixam pinceladas de vermelho no meu quintal.Chamam a atenção de alguns pássaros que se esqueceram de emigrar.
Os brincos de princesa ou Fuschias também não gostaram do vento forte e frio e espalharam as suas pétalas entre o verde viçoso das urtigas que abundam no quintal.
Em duas semanas, ou melhor em dois dias desapareceram todas as flores da salva ananás (Salvia elegans) que ficou muito desilegante, com ar triste e todas as folhas queimadas, sei que vai recuperar assim que o vento amaine e os dias aqueçam.
As vincas tinham começado a desabrochar enganadas por algum raiozito de sol tímido em tempos de invernia. Acho que se assustaram com tanto vento, elas que até gostam das agruras do inverno.
Os brincos de princesa ou Fuschias também não gostaram do vento forte e frio e espalharam as suas pétalas entre o verde viçoso das urtigas que abundam no quintal.
Em duas semanas, ou melhor em dois dias desapareceram todas as flores da salva ananás (Salvia elegans) que ficou muito desilegante, com ar triste e todas as folhas queimadas, sei que vai recuperar assim que o vento amaine e os dias aqueçam.
As vincas tinham começado a desabrochar enganadas por algum raiozito de sol tímido em tempos de invernia. Acho que se assustaram com tanto vento, elas que até gostam das agruras do inverno.
Pilriteiro (Crataegus sp) no quintal da vizinha
Tanto as folhas como as flores ou as bagas apresentam
propriedades medicinais.As bagas fortemente anti-oxidantes protegem o
tecido celular e fortificam os tecidos do coração.
Contém ainda flavonóides (rutina e quercitina), tirterpenóides,
glicósidos cianogénicos, aminas, trimetilamina, só nas flores, polifenóis, cumarinas
e taninos, histamina e vitamina C.
Propriedades
O pirliteiro é utilizado para tratar uma variedade de
problemas cardíacos e de circulação sanguínea, o alto teor em bioflavonóides
relaxam e dilatam as artérias, sobretudo as coronárias e periféricas,isto
aumenta a irrigação sanguínea do músculo cardíaco e atenua os sintomas da
angina de peito,os bioflavonóides também são anti-oxidantes o que evita ou
reduz a degeneração dos vasos sanguíneos.
Uma das características extraordinárias desta árvore é a sua
acção normalizadora do batimento cardíaco sendo portanto muito útil no
tratamento de arritmia, tonifica o coração,sendo uma grande ajuda em casos de
corações cansados e debilitados por exemplo depois de intervenções cirúrgicas, ajudando
também a regular e equilibrar a tensão arterial, age de uma forma eficaz e
segura mas não agressiva, é também vasodilatador de uma forma suave, o chá
feito com as folhas e tomado regularmente(duas a três chávenas por dia) durante
um ou dois meses, protege o coração,
melhora a circulação,estabiliza os níveis de colagénio e tem uma acção
ligeiramente adstringente,combate a arteriosclerose, em forma de gargarejos
alívia dores de garganta, combinado com o gingko biloba, melhora a memória ao
estimular a circulação sanguínea do cérebro fazendo aumentar a quantidade de
oxigénio que lhe fornece, combate ainda problemas de insónias de origem
nervosa.
Jardim
Não sendo uma árvore de grande porte, é uma árvore robusta ,
sem grandes exigências a nível de tipo de solo,bonita e de grande
utilidade,podendo plantá-la como sebe ou simplesmente como árvore decorativa.
As bonitas folhas recortadas do pirleiteiro algo semelhantes
às folhas do carvalho ficam muito bonitas na decoração das saladas de cenoura
ou beterraba., o sabor das folhas é muito leve e delicado.Estas folhas combinam
ainda muito bem na salada de batata.
Receita:
Vinho de pirliteiro
2 quilos de bagas (pirlitos), 1 limão, 2 laranjas, 1quilo de
açucar amarelo, 5 litros de água a ferver, fermento.
Colocar as bagas numa bacia e verter-lhe em cima a água a
ferver,tapar e deixar ficar durante uma semana, mexendo todos os dias.Passada
uma semana retirar as bagas e coar, juntando então a este líquido o açucar
préviamente derretido com um pouco de água, uma vez arrefecida esta mistura, junta-se
o fermento, volta a tapar-se e deixa-se repousar 24 horas após as quais se
tranfere a mistura para um recepiente próprio de fermentação de vinho.
Marmelada de pirlitos:
1 quilo de pirlitos, sumo de um limão, 1/5 litro de água, açucar.
Depois de retirados todos os ramos, colocar as bagas numa panela com a
água e o sumo de limão, ferver em lume brando durante 45 minutos,retirar do lume
e deixar a coar durante a noite, no dia seguinte retirar a polpa, pesar o líquido
e calcular 450 gramos de
quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014
Plantas aromáticas, medicinais e condimentares: Biofach 2014
Plantas aromáticas, medicinais e condimentares: Biofach 2014: Já passaram 10 anos desde que fui pela primeira vez à Biofach , a feira de referência mundial dos produtos de agricultura biológica. Repres...
O Castanheiro-da-Índia Tira-me do Sério
O Castanheiro-da-Índia Tira-me do Sério
E a mim fascina-me, assim como muitas outras árvores imponentes.
E a mim fascina-me, assim como muitas outras árvores imponentes.
Os castanheiros podem viver muitos anos e em alguns casos
atingir 1000 anos de vida, com a idade, o tronco torna-se oco.
Julgo existir ainda na Secília, nas encostas do Etna, um
castanheiro cujo tronco servia de abrigo a um rebanho de ovelhas e que segundo
contavam os camponeses teria cerca de 4000 anos.
O castanheiro-cumum (Castanea
sativa) é da família das Fagáceas onde também pertencem os carvalhos e as
faias e não deve confundir-se com o castanheiro-da-Índia (Aesculus hippocastanum) que é da família das Hipocastanáceas e é
mais plantado como árvore ornamental em parques e avenidas de belíssimas folhas
palmadas e flores brancas manchadas de amarelo e vermelho, uma das primeiras a desabrochar
na Primavera. As suas folhas apresentam no entanto propriedades muito
semelhantes às do castanheiro cumum mas as castanhas são muito mais amargas e
tóxicas.
domingo, 2 de fevereiro de 2014
Sementes de Portugal: Paz, Amor e Murta
Sementes de Portugal: Paz, Amor e Murta: Se evidências faltassem de que a historia da Humanidade não é um continuo avolumar de conhecimento adquirido pelas gerações anteriores, ...
terça-feira, 28 de janeiro de 2014
terça-feira, 14 de janeiro de 2014
terça-feira, 7 de janeiro de 2014
quarta-feira, 1 de janeiro de 2014
UM 2014 CHEIO DE TRANSPARENTE SERENIDADE E LUMINOSAS GOTAS DE INSPIRAÇÃO
Chovia ontem dia 31 de dezembro, assim como chove hoje dia 1 de janeiro de 2014. Nas abertas saí para a rua e os tímidos raios de sol fizeram cintilar por todo o lado gotículas luminosas, eram as decorações natalícias que não fiz, sabia que a natureza as faria (e muito melhor) por mim.
Gotejavam as primeiras flores lilazes do boldo brasileiro (Plecthrantus barbatus).
Os ramos do (Calistemom citrinus) conhecida por limpa-garrafas, (sabiam que pertence à mesma família que o eucalipto, é uma Mirtácea oriunda da Austrália?) dizia eu que estes também se enfeitaram de chuva e cantaram a sua serena glória num contra-luz cheio de harmonia e elegância.
Gotejavam as primeiras flores lilazes do boldo brasileiro (Plecthrantus barbatus).
As tímidas viloletas (Viola odorata) refrescavam-se deliciadas na chuva miudinha, saindo destemidas do seu escoderijo sob a densa folhagem, e oferecendo-se á decoração de alguma salada ou sobremesa, limitei-me a fotografá-las e elas agradeceram, sempre é mais simpático ser-se fotografado do que que ser-se devorado mesmo que seja com delicadeza, isto numa prespetiva meramente floral, claro está.
Dos ramos da figueira e macieira pendiam mais gotas, transparentes e luminosas como espero que seja para todos este ano de 2014.
Os ramos do (Calistemom citrinus) conhecida por limpa-garrafas, (sabiam que pertence à mesma família que o eucalipto, é uma Mirtácea oriunda da Austrália?) dizia eu que estes também se enfeitaram de chuva e cantaram a sua serena glória num contra-luz cheio de harmonia e elegância.
Subscrever:
Mensagens (Atom)






.jpg)

.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)