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Malva sylvestris - por Fernanda Botelho
Plantas Medicinais, Aromáticas, Condimentares, Jardinagem, Ateliers, Cursos, Workshops, Passeios, Agricultura Biológica, Permacultura, Ecologia, Jardins nas Escolas, Jardins Botânicos, Livros, Sites...
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017
quinta-feira, 26 de janeiro de 2017
sexta-feira, 6 de janeiro de 2017
PORQUE HOJE É DIA DE REIS AQUI VOS DEIXO UMA FRUTA RAINHA-
O seu nome científico deriva do latim Malum granatum que significa maçã de muitas sementes. À árvore pode
dar-se o nome de romeira ou romanzeira. Existe a teoria baseada em textos
antigos de que a maçã do paraíso não seria maçã nenhuma mas sim uma bela,
dourada, suculenta e tentadora romã carregada de todo o seu simbolismo
associado à fertilidade.
Na arte cristã, judaica e islâmica a romã simboliza a
unidade e a vida eterna.
Na mitologia grega aparece também associada à morte mas
também à ideia de fertilidade e imortalidade, nos textos do velho testamento é muito
citada, aparecendo aqui ligada aos rituais de agricultura e colheitas
abundantes.
Era já conhecida dos médicos e botânicos da antiguidade que
a consideravam excelente medicina. Hipócrates e Dioscórides conheciam as
propriedades das suas sementes como anticoncetivo e diz-se que a terão
recomendado para tal fim, na China é considerada um remédio utilizado há
milhares de anos para combater a diarreia, vermes intestinais e hemorragias
internas, nos mercados da Índia podem adquirir-se as sementes secas para
utilizar na culinária, a romã era conhecida dos antigos egípcios que a
utilizavam no fabrico de um vinho leve.
Recentemente tem sido alvo de muitos estudos onde se tornou
popular nos mercados ingleses e americanos devido principalmente às suas
propriedades antioxidantes e anticancerígenas.
Prefere solos ligeiramente calcários e bem drenados e zonas
semiáridas, é uma árvore bastante resistente, conseguindo sobreviver em
condições sob as quais a maior parte das árvores não resiste, consegue mesmo
sobreviver em temperaturas que podem ir até aos 10º negativos, os principais
produtores de romã são o Irão, Israel, Líbano, Egipto, Tunísia e Itália.
Utiliza-se a polpa do fruto mas também a casca, as flores
não abertas e ainda a raiz.
O fruto é rico em vitaminas A, B, C e E, contém magnésio,
sódio, potássio.
Um copo de sumo de romã por dia ajuda a combater alguns
tipos de cancro como o da próstata, do cólon e da mama, os antioxidantes
existentes no fruto restauram as células doentes e matam as cancerígenas, tanto
a casca do tronco como do fruto ou a raiz são remédios específicos contra os
parasitas intestinais como as infestações de ténias, a sua ação fortemente
adstringente e os alcalóides ajudam os vermes a soltar-se das paredes
intestinais, devendo depois no entanto tomar-se um chá com ação vermífuga e
laxante como a Artemísia ou a hortelã para que os vermes sejam expulsos do
organismo, este tipo de tratamento deve no entanto ser acompanhado por um
profissional. Uma infusão das flores fechadas pode ser utilizada em casos de
diarreia ou inflamações da garganta em forma de gargarejos que também são
eficazes quando efetuados a partir de uma decocção feita com a casca do fruto.
O sumo da fruta é ainda utilizado para combater a flatulência, a parte mais
terapêutica no combate às ténias é a casca da raiz das árvores com mais de oito
anos.
Na Turquia utiliza-se a romã na confeção de pratos de carne
de borrego, utiliza-se ainda para temperar saladas e na confeção de sobremesas,
no Médio Oriente costuma misturar-se com o abacate, é também muito utilizada na
Grécia no fabrico de licores e gelados, entre nós existem já no mercado
iogurtes com romã mas ainda não estão comercializados, que eu saiba os sumos
tão populares nos outros países do norte da Europa, o conhecido licor de
grenadina muito popular entre os franceses é feito com a polpa da romã.
A romãzeira é uma belíssima árvore que se adapta bem a
pequenos jardins, raramente ultrapassando os seis metros de altura, tem ramos
esguios terminados em espinhos, folhas lanceoladas e flores escarlates em forma
de coroa que se desenvolvem nas extremidades dos ramoso fruto de casca dura
varia em tons de escarlate e dourado que em anos mais abundantes fazem pender
os ramos com o seu peso, a romãzeira propaga-se facilmente por cortes feitos
durante o seu período de dormência, a meio do Inverno, depois da bela folhagem
dourada ter caído, pegam muito depressa e desenvolvem-se rapidamente.
A polpa da romã pode ser utilizada para tingir tecidos.
domingo, 1 de janeiro de 2017
quarta-feira, 14 de dezembro de 2016
Sobre o óleo essencial de alecrim que ajudei a produzir.
Este é um artigo que escrevi na revista jardins e que aqui partilho convosco. Espero que gostem.
Alecrim aos molhos
Depois de uma visita à herdade de Vale Covo nunca mais
voltarei a olhar para um óleo essencial, sobretudo de alecrim com os mesmos
olhos.
Acompanhada pela Patrícia Pedrosa e pela Ana Loutsenko com a
missão de irmos realizar um pequeno documentário sobre todo o processo de
extração de óleos essenciais realizados pelo François Goris em pleno Alentejo,
com o Guadiana serpenteando lá ao fundo entre penhascos e estevas.
A paisagem, no mês de julho, é árida, muito árida, o fim de tarde cheira a alecrim, a tomilho, a erva-do-caril, a funcho e a esteva como não podia deixar de ser. O som incansável das cigarras diz-nos que está calor, muito calor.
Chegamos de véspera ao fim do dia, de uma viagem de 300 quilómetros . Depois de uma amigável conversa com o François, um banho na piscina ao por-do-sol e um jantar ligeiro, fomos dormir cedo que o dia seguinte se adivinharia longo, muito longo: às 7 da manhã começava o corte do alecrim, que por volta das 11 teria de estar dentro das cubas pronto a ser destilado.
As matas de alecrim, todas plantadas pelo François encontravam-se no outro lado do vale. Montamos na pick-up, camaras de filmar, microfones e vontade de trabalhar. Trator cheio, e lá vai ele, e lá vamos nós atrás até ao topo da outra colina onde se encontra a destilaria com dois grandes alambiques à nossa espera.

Às 11, 30 tinha de estar tudo cortado. Foi um ver se te avias, leira a leira fomos cortando à foice o alecrim que depois íamos transportando em grandes feixes até ao trator, onde se iam empilhando bem acamados,para caber muito.
E agora, toca a descarregar o trator em grandes braçadas que
iam preenchendo um dos alambiques até este estar completamente cheio e bem
comprido. Com a ajuda de uma roldana
coloca-se uma espécie de tampa compressora bem apertada sobre a qual se coloca
a tampa final em forma de chapéu exótico com um tubo que irá depois ligar-se a
outro recipiente onde se encontra a serpentina de arrefecimento do vapor que
irá sair por esse tubo.
Na serpentina irá
acontecer a condensação do vapor resultante do processo de aquecimento do
alecrim. Aquecimento? Pois, enquanto nós íamos preenchendo com plantas o
interior do alambique o François ocupou-se do fogo.
Ao meio dia começou a destilação do primeiro alambique e às
duas da tarde, de uma pequena torneira ligada á serpentina saía o precioso
hidrolato de alecrim, em cuja superfície se vislumbrava uma pelicula de óleo
essencial que teria de ser decantado; água para um lado (hidrolato) e óleo para
outro. Ou seja ao fim de 7 horas de trabalho conseguimos 1, 5 de óleo essencial
que depois de um mês ou dois de pousio
será colocado em pequenos frasquinhos de 10ml e vendidos no mercado ao
módico preço de 8€ no caso do alecrim.

O preço dos óleos varia de planta para planta.
O preço dos óleos varia de planta para planta.
quinta-feira, 17 de novembro de 2016
Especiarias e Ervas aromáticas na "A Praça" Na RT 1
http://www.rtp.pt/play/p2778/e257275/a-praca
No Próximo dia 23, quarta-feira irei falar mais especificamente sobre as minhas agendas de plantas medicinais, focando-me na de 2017, cujas imagens aqui vos deixo para abrir o apetite.
quarta-feira, 26 de outubro de 2016
A incontornável beleza do GERÊS em qualquer mês mas particularmente no OUTONO
É para aqui que irei fazer um passeio, palestra, workshop e muitas fotos outonais.
Junta-se a nós neste cenário tão mas tão relaxante.
https://www.facebook.com/CasadoEido/?fref=ts
Junta-se a nós neste cenário tão mas tão relaxante.
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quarta-feira, 19 de outubro de 2016
As Plantas medicinais e outras histórias na RTP Açores
Ida e volta a São Miguel. Regresso com a alma ainda mais verde e a vista lavada de tanta paisagem deslumbrante.
http://www.rtp.pt/play/p1766/e254364/acores-hoje/529226
http://www.rtp.pt/play/p1766/e254364/acores-hoje/529226
quarta-feira, 28 de setembro de 2016
quinta-feira, 15 de setembro de 2016
URTIGAS e alguns dos seus interesses terapêuticos cientificamente comprovados
https://estudogeral.sib.uc.pt/bitstream/10316/28167/1/DM%20Ana%20Rita%20Carvalho.pdf
História
A
descoberta das propriedades medicinais da urtiga remonta à Antiguidade e, desde
então, grandes estudiosos do universo das plantas, como Plínio, o Velho, Dioscórides ou Santa
Hildegarda, deixaram-nos importantes informações sobre os usos, virtudes e
benefícios desta espécie magnífica, de cuja confraria me orgulho de ser membro.
O seu nome, segundo se crê, ter-lhe-á sido dado pelo próprio Plínio e deriva do
verbo latino urere, que significa
«queimar».
Além
das suas potencialidades terapêuticas, a Urtica
teve sempre diversas aplicações práticas. Quando invadiram o Norte da Europa,
os soldados romanos, por exemplo, fustigavam-se com a planta para assim
estimular a circulação e manter o corpo aquecido. Mais tarde, na Polónia, entre
os séculos XII e XVIII, confecionava-se vestuário a partir das urtigas, que
viriam a ser substituídas pela seda. Na Escócia, eram os lençóis e as toalhas
de mesa que se fabricavam com a fibra da Urtica,
considerada altamente resistente. E, durante a Primeira Guerra Mundial, essa mesma fibra foi usada para fazer fardas militares.
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