sexta-feira, 25 de agosto de 2017

Agenda de plantas medicinais 2018. A ser cozinhada na PRINTER

Para ir abrindo o apetite e convidando a fazerem encomendas de mais uma agenda com o tema das plantas medicinais.
Custa 13€




Tebuchina Tebouchina urvilleana Melastomataceae.
Este bonito arbusto que descobri no Brasil e que tenho no quintal é originário do México, bastante comum na América do sul, Caraíbas, Filipinas, etc.
No Brasil é conhecida por quaresmeira por florir justamente nessa época. No meu jardim floresce um pouco quando lhe apetece mais que uma vez ao ano.
As suas folhas, caules e flores têm sido alvos de alguns estudos e podem ser usados para fins medicinais. As folhas são ricas em taninos e recomendadas em casos de diarreia e disenteria, para tonificar as paredes do intestino, para estancar o sangue em casos de hemorragias internas e externas e para tratar problemas de pele.



Rosa-de-Santa-Teresinha


Briza-maior


É conhecida também por abelhinhas, bole-bole-maior, chocalheira maior. É originária do sul do Mediterrâneo e muito comum na Macaronésia. Em inglês tem nomes poéticos como pearl grass ou ratlesnake grass e é cultivada em jardins como planta ornamental e usada em arranjos de flores secas.

Desta vez falo-vos de tebouchina, salvia-branca, rosa-de-santa-teresinha, brizas, e outros tesourinhos botânicos.

República dos Agrotóxicos no Brasil.



 



quarta-feira, 23 de agosto de 2017

À Descoberta das árvores e arbustos medicinais da vila Sasseti em Sintra


Sabia que existem árvores e arbustos medicinais? Muitas destas espécies, indicadas para as mais diversas maleitas, passam-nos despercebidas numa caminhada pela natureza.

http://greentrekker.pt/agenda/segredos-das-plantas-da-vila-sassetti/




Acer Sp Acerácea
Existem mais de 100 variedades de ácer, muitas delas cultivadas apenas como árvores ornamentais, outras, com as mais diversas utilizações.
 Os Índios da América do Norte foram os primeiros utilizadores do xarope de ácer como adoçante e para tratar vários problemas desde tosse, diarreia, dores, para estimular a produção de leite materno, como expectorante, anti hemorrágico e no tratamento de abcessos, etc.
As folhas, cascas e raízes, podem utilizar-se em infusões ou decocções, tanto em uso externo como interno.
É ainda utilizada para tingir, fabricar brinquedos e flechas.





Em tempos de escassez as bolotas de carvalhos eram muito apreciadas como alimento, sendo as de sabor mais doce as do Quercus rotundifólia que é uma subespécie do Q.ilex, para além de ser ingeridas cruas, cozidas, torradas em forma de café, eram ainda moídas e misturadas com outros cereais no fabrico do pão.


 



O eucalipto que tantos danos tem causado no nosso país tem no entanto algumas propriedades medicinais muito interessantes.
 É desinfectante, útil no combate a vários tipos de bactérias, especialmente o estafilococos, é ainda eficaz no tratamento de otites, gripe, bronquite, expectorante, inflamações oro faríngeas, diabetes, estimulando a produção de insulina, cistites e ainda em uso externo em forma de óleo essencial diluído e ainda em compressas para aliviar  dores musculares e reumáticas.
 


 

terça-feira, 22 de agosto de 2017

Barragens e desmatamentos no Brasil

https://brasil.elpais.com/brasil/2017/06/14/economia/1497430161_506854.html?id_externo_rsoc=FB_CC

O IRRESISTÍVEL CHARME DO LÚPULO. ALGUNS SEGREDOS SOBRE AS PLANTAS DO MEU JARDIM E DA MINHA ALDEIA.

Oficialmente o dia mundial da fotografia é no dia dos meus anos, dia 19 de agosto. No entanto para mim dia mundial da fotografia são todos os dias ou fins de dia, especialmente de verão e outono em que a luz atravessa o meu jardim e a minha aldeia e me convida a deslumbrar-me com detalhes sobre a vida secreta de muitas plantas que nessas tardes mágicas tomam nova vida e me obrigam a fazer pausas no trabalho, proscrastinar, pegar na câmara e sair para a rua, a pé ou de bicicleta.




O lúpulo que é uma das plantas que tenho no jardim e que todos os verões se enrola por todo o lado serpenteando as suas gavinhas na direção do céu, brincando às escondidas com a luz. Cresce vigoroso e fotogénico, impossível resistir ao seu charme.





O lúpulo usa-se sobretudo para aromatizar a cerveja. Elemento da cultura do Norte da Europa há mais de 7000 anos, a cerveja, a princípio, era produzida a partir de outras plantas que não o Humulus lupulus. De facto, os ingleses ofereceram tanta resistência à introdução do lúpulo, que chegaram a proibir o seu uso até ao século XVI, com receio de que viesse alterar demasiado o sabor da cerveja tradicional. Entretanto, tanto os franceses como os alemães há muito que recorriam ao lúpulo, tendo sido encontrados registos da sua utilização com a data de 1067.
Os índios da América do Norte serviam-se desta planta para combater dores e induzir o sono. E, no século XVII, Nicholas Culpeper (1616-1654) atribuía-lhe poderes desintoxicantes do sangue e a capacidade de tratar problemas de pele e doenças venéreas. Na farmacopeia europeia, usava-se – e ainda se usa – o lúpulo como expetorante, diurético, antiparasitário, sedativo e analgésico, útil para aliviar dores reumáticas, articulares e menstruais. Era igualmente recomendado em casos de flatulência, de espasmos intestinais e de diarreia.