sexta-feira, 23 de setembro de 2022

Professor Jorge Paiva

  86 anos de conhecimento ecológico. O professor Jorge Paiva com quem tive o privilégio de passar uma semana em São Tomé a aprender sobre as plantas tropicais. 












 

https://www.rtp.pt/noticias/pais/outras-historias-o-botanico-global_v1187446

quarta-feira, 23 de março de 2022

Jardins para a vida silvestre

 

 Aqui está uma entrevista que dei para a WILDER.

Ervilhaca   foto Nuno Antunes

Erva de São Roberto Foto de Nuno Antunes

Madressilva foto de Nuno Antunes

Tomilho bela-luz e rosmaninho foto Fernanda Botelho


 

 

 https://www.wilder.pt/naturalistas/jardins-para-a-vida-silvestre-como-trazer-as-flores-do-campo-para-a-nossa-porta/

terça-feira, 1 de março de 2022

Nettles, always nettles. Urtigas e seus usos Confraria da Urtiga

 E porque tenho andado banhada num mar de urtigas, aqui vos deixo mais alguma informação que constará do meu próximo livro e também um vídeo deste rapaz que sigo nas redes sociais e de quem gosto muito.

 https://www.facebook.com/LesAmisdeLOrtie/

 

Este é o hino à urtiga da respetiva Confraria


 

Hino à urtiga escrito por José Ribeiro e musicado por Abel Rodrigues

 

                                                          Viva a urtiga,

                                                            O urtigão,  

Se maltratada

Pica na mão

Se maltratada

Pica na mão  

 

REFRÃO:

O nosso lema

Tal nos obriga    

      Clamar bem alto 

Viva a urtiga  

Clamar bem alto 

VIVA A URTIGA!

 

Bem cozinhada

Serve-se à mesa,

Bem à saúde

Faz com certeza

Bem à saúde

Faz com certeza

(REFRÃO / INTRUMENTAL)

 

Cresce amiúde

Humilde e pura,

Que bons sabores,
Rica verdura

Que bons sabores,

Rica verdura

(REFRÃO)

 

Cantem louvores,

É uma iguaria,

É o emblema

Da Confraria

É o emblema

Da Confraria

 

REFRÃO:

O nosso lema

Tal nos obriga:

Clamar bem alto

Viva a urtiga

BIS

                                                                     Clamar bem alto

VIVA A URTIGA!

 

 

 

 

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2022

Urtiga/Nettle Fibras altamente sustentáveis


 A Urtiga está de volta conquistando lugares às tão poluidores fibras sintéticas e algodão transgénico com recurso a grandes quantidades de agrotóxicos.

https://www.stylourbano.com.br/startups-de-impacto-socioambiental-na-india-e-africa-fabricam-tecidos-de-urtiga/

 

 Fibra de urtiga

 A Urtica dioica foi em tempos bastante utilizada no fabrico de toalhas de mesa, lençóis  e de fardas dos soldados durante a segunda guerra mundial. A já mencionada Bhoemeria nivea , também conhecida por erva da China e sem pelos urticantes, é uma das culturas de fibras mais antigas, existe há pelo menos 6000 anos, tendo sido desenvolvida ainda antes da seda, cultivada principalmente na China mas também no Japão, nas Filipinas, na Malásia, Taiwan e Índia. Esta é usada para produção da fibra de rami por esta ser mais resistente do que o linho, o algodão e mais ecológica do que a seda ou o algodão. Esta urtiga é muito apreciada do ponto de vista ambiental pois tem alta rentabilidade, podendo fazer-se colheitas até 4 vezes por ano, tendo a vantagem de não necessitar de adubos químicos nem pesticidas como acontece com o algodão nem de recorrer a bichos como no caso da seda

Nos anos 60 e 80 foi introduzida e desenvolvida no Brasil  pelos japoneses apreciadores de materiais de alta qualidade. A cidade de Uraí no Paraná já foi conhecida como a capital do rami tendo mesmo vivido um boom económico,  social e demográfico graças a esta cultura ( a sua população duplicou no espaço de 20 anos).

A partir dos anos 80 do século XX começaram a surgir outras culturas na região como a soja, os terrenos onde se cultivava Urtiga começaram a ser adquiridas para agricultura intensiva dependente em alta escala de agrotóxicos e, benificiando apenas os bolsos de meia dúzia  de pessoas. A introdução da soja acabou por expulsar não só a cultura da Urtiga com todo o processamento da fibra a ela associado, como também forçou a um enorme êxodo da população que se viu sem empregos. A população desta cidade foi decaindo de 24,500 habitantes para cerca de 11.000 em 2010.

Com a atual indústria da moda, que deixa no planeta uma das piores pegadas ecológicas com a chamada fast fashion e a produção de fibras sintéticas a ser pressionada pelos defensores do ambiente, o Brasil volta a pensar na reintrodução da cultura desta Urticaceae para a produção de remi.

 

Fotografias de

Alexandre Delmar 

em

https://arecoletora.com/ 




 

Alexandre Delmar 

em

https://arecoletora.com/