quinta-feira, 16 de maio de 2013

CONFRARIA DAS URTIGAS

Enquanto me sento em frente a este ecrã com a intenção de partilhar convosco aquilo que me entusiasma e mantém acesa a chama nos meus olhos; os pássaros cantam lá fora, fazendo ninhos na figueira e no sabugueiro, numa tagarelice pegada uns com os outros, admiro quem reconhece cada canto destas aves que tanto nos alegram a vida.

Eu não reconheço, só oiço deliciada com as subtilizas da comunicação.

O céu cinzento de maio obriga-me a vestir mais um casaco, neva lá para os lados da Serra da Estrela, não de Sintra, por enquanto.

Amanhã rumo a norte, Fornos de Algodres, já entre paisagens serranas, águas termais, passeios etnobotânicos e muitas urtigas dioicas, urens, membranáceas, etc.Irei ser entronizada confreira das urtigas, Vestir a capa da confraria que mais admiro será com certeza uma honra e um voto de responsabilidade que prometo levar muito a peito. Aliás já levo mesmo sem capa.


Estas plantas que tanto venero, estão sempre presentes nas minhas comunicações mais ou menos públicas, escritas ou faladas, para adultos ou crianças.Elas surgem, impõem-se e revelam-se sempre, muitas vezes sem sequer estarem no programa. Eu acolho-as com o devido carinho e respeito e partilho-as com quem delas pouco sabe. Surpresa, desconfiança, medo, as reações vão variando mas a semente fica lançada e a vontade de as conhecer melhor germinará com certeza nas mentes mais abertas.