segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Encontro de arte e ambiente no Parque biológico de Gaia


Passei o fim-de-semana no Parque Biológico de Gaia www.parquebiologico.pt/‎.
Local maravilhoso, um enorme pulmão nas redondezas de Gaia.
Estive no encontro da Aspea www.aspea.org/‎ no encontro de arte e ambiente, onde muito se partilharem ideias, gestos, ações, passeios, gargalhadas, sonhos, viagens e boleias.






 E a propósito de Ginkgo aqui fica um pedaço de um artigo que escrevi há uns anos atrás para a revista jardins.www.jardins.com.pt/
Ginkgo biloba é a única espécie do seu género e é a única sobrevivente de um grupo de árvores desaparecidas há milhões de anos. Chama-lhe, por isso, “fóssil vivo” e existem provas de que as mutações que sofreram desde há 200 milhões de anos foram poucas: as suas folhas possuíam nessa época, vários lóbulos, e desde há cerca de 120 milhões de anos que apresentam uma interessante forma bilobada, sendo esta mais pronunciada nas árvores jovens e quase inexistente nas árvores mais velhas.

Características

É da família das Ginkgoaceas, árvores de folha caduca com um ou vários troncos alongados. As folhas têm forma de leque, com veios irradiantes, de cor verde-claro que vai escurecendo nas árvores mais velhas. É resistente à seca, vento e neve, e tem raízes profundas. No Outono transformam-se num exuberante amarelo-dourado. Podem atingir 30 metros de altura, existindo algumas na China com 50 metros. As flores macho e fêmea desenvolvem-se em árvores distintas, sendo o macho o mais utilizado pois os frutos da árvore fêmea exalam um aroma fétido muito desagradável. São de crescimento lento nos primeiros anos. São as árvores ideais para plantar em ruas e jardins públicos pois resistem às tempestades, às pragas e poluição atmosférica, absorvendo o óxido de enxofre dos motores de combustão.

Utilização

O Ginkgo biloba é utilizado pelos chineses há milhares de anos para fins medicinais, e também em algumas cerimónias religiosas e outras celebrações. Na medicina tradicional chinesa as sementes eram utilizadas como um tónico “Yang” dos rins, estimulando a energia sexual e acalmando inflamações da bexiga. As sementes fervidas são utilizadas como chá no tratamento de problemas pulmonares, especialmente asma. No entanto, no Ocidente, as partes mais estudadas e utilizadas são as folhas do Ginkgo que em 1988, na Alemanha, foi o remédio mais receitado pelos naturopatas. Têm-se feito muitas investigações sobre a relação que o extracto de Ginkgo possa ter com a cura ou alívio de Alzheimer, tendo-se comprovado que melhora a irrigação sanguínea cerebral, melhorando o desempenho dos neuro-transmissores e sendo um excelente auxiliar de memória. Melhora problemas circulatórios e declínio das funções mentais. Regula os batimentos cardíacos. Evita a formação de radicais livres responsáveis pelo envelhecimento das células. Tem uma forte acção neuro-protectora. Produz energia devido ao aumento de absorção de glicose nas células. Inibe a agregação de plaquetas. Devido à acção anti-inflamatória e anti-alérgica, é útil no tratamento de asma. É ainda utilizado na prevenção da arteriosclerose. Ajuda  a melhorar a circulação sanguínea das pernas e pés.