quinta-feira, 12 de abril de 2018

Passeios entre bosques e pradarias. Estão repletos de Leguminosas os campos da minha aldeia e arredores. Passeio de reconhecimento de plantas em Sintra, na Peninha

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A chuva vai dar tréguas os campos estão a transbordar de meliloto



Mileloto (Millelotus officinalis) Fabácea ou Leguminosa

Tal como todas as Leguminosas o mileloto é um excelente fixador de azoto no solo e muito atraente para as abelhas. O seu nome deriva do grego mêli (mel).
É uma planta espontânea, muito comum da nossa flora, gosta de solos calcários e arenosos.
É anti-espasmódica, anticoagulante, sedativa, anti-inflamatória, sobretudo para tratar problemas da vista.
Em uso interno e externo, ajuda a tratar varizes e hemorróidas e reduz o risco de flebites e tromboses.
Precauções: Não ingerir meliloto se estiver a tomar anticoagulantes.
Se colhido em estado selvagem deve ser seco ou utilizado imediatamente pois a planta estragada é tóxica.

Luzerna ou alfafa


Alfafa (Medicavo sativa) Família das Leguminosas ou Fabáceas
História
A origem do seu nome vem do Árabe al-fac-facah.
A alfafa foi provavelmente cultivada pela primeira vez na Ásia central, de onde terá alastrado para a China, há mais de 2000 anos atrás e onde é conhecida por mu-su. Chegou à Grécia no séc.V a.C, levada por Dário rei da Pérsia quando tentou conquistar Atenas. Já era mencionada por Plínio-o-Velho como planta de grande interesse medicinal. Da Grécia terá viajado para o resto da Europa e África.
Começou a cultivar-se mais intensivamente na Europa no séc.XVII, muito apreciada pelos agricultores da época. Cerca de 1850 foi levada pelos colonos para os Estados Unidos onde é ainda hoje uma das plantas mais utilizadas nas grandes pradarias, devido ao seu alto teor em proteínas, providencia um alimento muito rico para os animais, beneficiando ao mesmo tempo os solos.
Como planta medicinal é também utilizada há mais de 1500 anos na medicina tradicional Chinesa para combater problemas digestivos e urinários. Na medicina Ayurvédica as flores são utilizadas como digestivo e as sementes para tratar arterite e retenção de líquidos. Os Índios da América do norte utilizam as suas folhas em compressas para aliviar dores de ouvidos.