segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Plantas medicinais e árvores velhas nas manhãs alentejanas

A responsabilidade de manter um blogue sem ter de sofrer a frustração e algum embaraço de nos virem dizer: pois eu sigo o seu blogue mas gostaria de ver mais atualizações.A todos os seguidores as minhas desculpas e aqui fica a promessa e olhem que eu não sou nada de promessas, portanto quando as faço gosto mesmo de as cumprir. Pronto prometo que farei mais atualizações, mais artigos, revelações, informações sobre passeios, palestras, workshops, devaneios, comtemplanções e até quem sabe indignações que são mais que muitas.


Prefiro começar pelos deslumbramentos que apesar de tudo vão pesando mais do que as indignações.


Ontem viajei para Serpa ao fim-do-dia, pela janela do carro o céu ia desfilando um verdadeiro show de nuvens entre Sintra e Serpa, pesadas, cinzentas, brancas, densas, esfarripadas, pintando arco-iris na paisagem e guiando-me até ao meu destino. Gosto de me fazer acompanhar por céus deslumbrantes, aliás os céus deslumbram-me sempre, são filmes projetados na janela do carro que me vão entretendo durante as longas viajens, como música de fundo a smooth FM ou a Antena 1, sobretudo aos sábados de manhã com a companhia do João Gobern e o Pedro Rolo Duarte no Hotel Babilónia, já lhes devem ter dito que são excelentes companheiros de viajem.






Em Serpa esperava-me um "Jardim terapêutico", um lanche fantástico e um grupo de mulheres para conversas sobre os usos das plantas medicinais.Uma lareira acessa e um céu que acabou por desabar quando já me encontrava no meio de tanto conforto. Foi bom.

Dormi por lá e esta manhã regressei ao raiar do dia, não gosto de domingos no Alentejo, é dia de cães tristes, abandonados, amedrontados e muitas vezes atropelados na berma da estrada,fico sempre com medo de levar algum tiro numa das minhas frequentes descidas do carro para fotografar a paisagem.






O chão frio da noite responde aos primeiros raios de sol com neblinas dançantes que se elevam no espaço e se enlaçam nas folhas das árvores  transformando-se em pássaros que cantam a glória da aurora.

Eu páro o carro, respiro a manhã toda a plenos pulmões e agradeço ao universo o previlégio de estar viva e saber ser feliz apenas respirando manhãs limpidas de pássaros e neblinas.






Com os pulmões limpos, (melhor seria vijar de bicicleta), a janela do carro aberta, chego bem cedo à Herdade Do Freixo Do Meio,  perto de Montemor-o-Novo em Foros de Vale Figueira e por lá fico até outro magnífico por-de-sol.




 Fiz mais  um passeio de reconhecimento de ervas silvestres comestíveis e plantas medicinais com demasiada gente, a meu ver. Prefiro trabalhar com grupos muito mais pequenos





.A dinâmica é outra. As partilhas são outras, etc. Mas pronto, foi divertido na mesma e aprendemos bastantes coisas uns com os outros, muitos não irão com certeza olhar da mesma maneira para as "Ervas daninhas apartir de hoje" pois ficaram a saber que uma erva daninha só é daninha até descobrirmos para quê que ela serve.