sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Rosa, fotografada a 9 de janeiro no meu jardim. Esta será a primeira das minhas plantas da semana. Uma planta por semana e uma quentinha tissana



As rosas foram desde a Antiguidade cultivadas pela sua beleza e fragrância, mas também pelo seu grande valor medicinal.
Espécies asiáticas, são ainda hoje muito utilizadas na Medicina tradicional Chinesa e outras variedades eram utilizadas pelos Gregos, Romanos e Persas.

O poeta grego Anacreon, refere nos seus poemas no ano 77 a.C. o valor terapêutico das rosas.
Na Roma antiga as festas em honra de Dionísio (Baco) eram chamadas Rosálias.

Ainda em Roma,
acreditava-se que ao colocar rosas nos túmulos dos mortos, isso apaziguaria os seus espíritos e os ricos mantinham jardins de rosas para assim terem sempre rosas para os seus mortos.
Ainda hoje as rosas são um símbolo de amor mas também de luto, sendo a flor mais utilizada nos cemitérios Europeus.

Cleópatra incluía as rosas como ingrediente básico nos seus tratamentos de beleza.
A água de rosas foi inventada no século I a.C. pelo médico Persa Ibn Sina e prescrita para inflamações oculares e também para refrescar o espírito e fortalecer o coração, aliás ainda hoje no Médio Oriente se fabricam muitos doces com pétalas e água-de-rosas.

O óleo de rosas conhecido por attar ou otto era utilizado para tratar vários problemas de pele e as sementes usadas tradicionalmente como diurético e para aliviar infecções urinárias.

Nos anos 1800 na Grã-Bretanha as pétalas de rosas eram usadas como adstringente em preparados farmacêuticos e também para melhorar o sabor de alguns medicamentos.

Durante a segunda guerra mundial quando houve escassez de citrinos, recorreu-se aos frutos da roseira-brava como fonte de Vitamina C para prevenir os grandes surtos de escorbuto.

Na fitoterapia actual os frutos e a flor da da rosa-canina são utilizados em vários preparados para tratar gripes e infecções das vias respiratórias, problemas gastrointestinais, fortalece o sistema imunitário.
O botânico e médico Romano Plínio-o-velho enumerou 30 patologias que poderiam ser tratadas com remédios feitos a partir de rosas.

Mais tarde na Idade Média as rosas e os botões de rosa continuam a sua popularidade e as pétalas de rosas eram utilizadas para tratar diarreias, tosse, tensão nervosa, depressão, dores nas articulações, entre outras coisas, muito associado também nessa época a superstições e bruxaria, usava-se nos amuletos para atrair amor.

Estudos recentes revelaram que extracto de rosa-canina em pó reduzia as dores e aumentava o bem-estar em pacientes que sofrem de osteo-arterite.
O óleo de rosas é ainda muito apreciado em vários produtos cosméticos como excelente anti-oxidante e anti-rugas.